Lula pede a Chirac e Schroeder abertura do mercado agrícola

O presidente Luis Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao presidente francês Jacques Chirac e outra ao chanceler alemão Gerard Schroeder, reiterando a "expectativa do governo brasileiro" de ver uma "reforma substancial" da Política Agrícola Comum (PAC) como forma de impulsionar a efetiva liberalização do comércio agrícola mundial e o progresso da Rodada de Doha. Em contrapartida, o presidente Lula disse que o "Brasil não deixará de dar a sua contribuição para o êxito da Rodada".O presidente Lula observou que a "Rodada de Doha é conhecida como a Rodada do Desenvolvimento e um fracasso teria um efeito desastroso". Disse ainda que a "reforma contempla os compromissos assumidos pela Europa na Declaração de Doha" e se não ocorrerem avanços na agricultura a Rodada pode fracassar."Uma reforma substancial que abre caminhos para a efetiva liberalização do comércio agrícola mundial e para o progresso da Rodada de Doha" contemplaria o crescimento do Brasil e de outros países em desenvolvimento competitivos em agricultura, afirma o presidente, concluindo que o "Brasil não deixará de dar a sua contribuição para o êxito da Rodada".A carta ao chanceler alemão é praticamente a mesma com a ressalva para uma observação: "a Alemanha é a grande parceira da França e nós esperamos que ela possa exercer sua influência positiva para fazer com que a reforma da PAC avance no sentido desejado".As cartas foram enviadas na terça-feira, na véspera de começarem as discussões dos quinze ministros da agricultura da União Européia (UE), que acontecem em Luxemburgo, com a perspectiva de fecharem um consenso para a reforma.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.