Lula pede ajuda da França e Alemanha para mudanças no FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou hoje para o presidente da França, Jacques Chirac, e para o primeiro-ministro alemão, Gerard Schröeder, solicitando apoio às propostas brasileiras de mudança no FMI na forma de tratamento dos investimentos públicos e a criação de um seguro no Fundo contra eventuais crises na economia internacional. Segundo o porta-voz André Singer, tanto Chirac quanto Schröeder manifestaram apoio à proposta brasileira. De acordo com ele, o premiê alemão prometeu convencer o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, a aceitar as sugestões do governo Brasil. O porta-voz informou ainda que Lula pretende conversar, na próxima segunda-feira, com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, sobre os mesmos temas. Lula ressaltou que a conta dos investimentos da União, das empresas estatais, dos Estados e municípios como despesas barra o crescimento econômico. "O presidente chamou a atenção para os graves constrangimentos que pesam sobre as possibilidades de desenvolvimento desses países, sobretudo daqueles que realizaram vigoroso ajuste macroeconômico", afirmou o porta-voz. No início da semana, o presidente Lula já havia conversado pelo telefone com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para pedir o apoio dele nas mudanças do Fundo. Bush ficou de estudar o assunto e dar uma resposta, sem determinar uma data. Esta semana, em visita ao Brasil, Köhler deu a entender que atenderá às reivindicações do Brasil, mas que elas dependem de muitos estudos e serão definidas só no segundo semestre. O chefe do FMI disse ainda na ocasião que as novas regras devem servir para todos os países e não apenas para o Brasil ou a Argentina, país que vem enfrentando uma dura negociação com o FMI.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 16h14

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.