Lula pede manutenção de investimentos a empresários

Presidente afirma que Brasil não vai ser vítima da crise 'como foi das outras vezes'

Fausto Macedo, da Agência Estado,

21 Outubro 2008 | 03h05

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo, na noite desta segunda-feira, aos empresários mais importantes do País para que não deixem de acreditar no Brasil e para que continuem com os investimentos programados antes da crise financeira mundial. "Este País não vai ser vítima como foi das outras vezes", enfatizou o presidente, em referência a crises anteriores que abalaram o Brasil na década passada.   Otimismo faz bolsas asiáticas operarem em alta Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Durante a entrega do prêmio "As Empresas Mais Admiradas do Brasil 2008", realizado pela revista "Carta Capital", o presidente disse para os empresários seguirem o exemplo do presidente da Vale, Roger Agnelli. "Nos sabemos o que representa esta crise, a quantidade de trilhões que são envolvidos nela, o que está acontecendo no sistema financeiro. Mas nós sabemos também que a melhor maneira de enfrentá-la não é choramingando, é trabalhar, e trabalhar cada vez mais para que o Brasil, ao término da crise internacional, se coloque definitivamente como País mais preparado para obter, quem sabe, os investimentos e aproveitar as oportunidades que irão se apresentar para nós no próximo ano", acrescentou.   Lula voltou a dizer que o governo fará tudo que tiver que ser feito para garantir crédito e liquidez ao País, para que o sistema continue a funcionar, para que as empresas possam produzir e para garantir que o povo tenha acesso ao crédito. E mandou um recado veemente aos seus oponentes. Sem citar nomes ele disse que "é assim que nós venceremos mais uma crise e conseguiremos tirar o Brasil mais uma vez do desespero a que alguns querem levá-lo".   O presidente disse que é preciso ousadia e cabeça erguida para enfrentar a crise, e ressaltou que os países emergentes e os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) conseguirão tirar o mundo de uma situação causada pelos países mais ricos. Ele lembrou que a um ano foram feitos os primeiros discursos a respeito do subprime americano e que só agora foram tomadas medidas para resolver a situação.   Lula disse ainda que pretende fortalecer o mercado interno e que "não faltará um real para nenhuma obra do PAC até 2010". Ele admitiu que o Brasil não está livre da crise, mas alertou que ela está sendo acompanhada de perto e que até agora o País passou incólume.   O presidente comparou a crise a trajetória da sua vida. "Eu não sou amante de crise, mas a crise motiva a gente a sobreviver", declarou. Ele disse ter sido gestado em crise, uma vez que seu pai abandonou sua mãe antes mesmo de nascer. Ao conhecer seu pai, encarou uma nova crise, ao constatar que ele tinha uma outra família. "Imagine quantas crises até chegar à Presidência da República, o que venci de preconceito e adversidades", disse.   O discurso de Lula foi feito perante oito ministros e cinco governadores e de empresários da Vale, Natura, Petrobras, Gerdau e outras grandes empresas.

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