Lula pede para FMI mudar postura com emergentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje, em videoconferência, mudanças na postura do FMI em relação aos países em desenvolvimento. Do gabinete no Palácio do Planalto Lula conversou com os participantes da Conferência Anual da Rede Parlamentar de Países-Membros do Banco Mundial, que estavam em Paris. "O FMI não pode ter, para o desenvolvimento dos países pobres, uma única receita, que é um ajuste fiscal duro, muitas vezes não permitindo que os países cresçam", afirmou. Para o presidente brasileiro, o Fundo precisa "adotar a linguagem do crescimento econômico e da distribuiçao de renda".O presidente relatou aos participantes da videoconferência que às vezes, a ajuda financeira do Banco Mundial não pode ser usada porque o País tem que cumprir um superávit primário. "É preciso o FMI começar a diferenciar o que é investimento produtivo e o que é dívida", disse. Para ele, este mudança "é uma questão de tempo".Lula pediu aos parlamentares presentes à conferência que ajudem os países em desenvolvimento a mudarem esta postura do Fundo. Ele disse que manteve conversas com os presidentes da França, Jacques Chirac, e do Chile, Ricardo Lagos, e também com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sobre as propostas de combate à fome no mundo e voltou a sugerir a taxação sobre transações internacionais como o comércio de armas e determinados produtos financeiros, especialmente com paraísos fiscais, para um fundo de combate à miséria.

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