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Lula pede produção de novo automóvel em unidade Ford do ABC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atendendo a um pleito do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, fez coro a um pedido para que a direção mundial da Ford produza um novo automóvel na unidade do ABC. "Se para lançar um novo produto aqui for preciso convidar o presidente mundial da Ford para vir ao Brasil, ele já está convidado para se reunir comigo e com o governador Geraldo Alckmin. Se for preciso mandar alguém do nosso governo para os Estados Unidos, nós vamos mandar", garantiu Lula, que participa hoje de um evento na fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.O presidente da Ford no Brasil, Antonio Maciel Neto, desconversou sobre o pleito do sindicalista, dizendo que Marinho estava na cerimônia por também ser presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e, por isso, deveria falar apenas sobre a doação de 225 toneladas de alimentos da montadora para o Fome Zero e não comentar sobre o lançamento de produtos. "É que a angústia para ter o novo produto é muito grande, mas agradeço os alimentos doados", disse o sindicalista.Elogios ao setor automobilísticoLula elogiou a evolução da relação capital e trabalho no setor automobilístico brasileiro criada ao longo das últimas décadas. "Nem tudo foi maravilha como é hoje. Precisamos fazer muita guerra para que hoje tenha paz", afirmou, referindo-se ao período em que ele liderava o Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo.Para Lula, o Brasil possui hoje no setor automobilístico a maior capacidade produtiva do mundo. "Falam do padrão de relacionamento dos Estados Unidos, que é mais democrático, ou da Alemanha, que é mais avançado. Duvido que em algum lugar do mundo tenha o nosso padrão de relacionamento. Duvido que alguém no mundo tenha capacidade produtiva maior do que os brasileiros", disse. Segundo ele, o diferencial dos brasileiros está na sua miscigenação africana e na alegria do povo para fazer com prazer até mesmo o que é desagradável.Críticas aos setores de siderurgia e combustíveisLula aproveitou a oportunidade e fez duras críticas aos empresários brasileiros, especialmente do setor de siderurgia e de combustíveis, por terem reajustado os seus preços com a alta do dólar e, após o recuo do câmbio, esses preços não retrocederam. "Não é justo que alguma coisa com a economia aconteça, como no caso da indústria automobilística, onde o aço sobe infinitamente mais do que a inflação e o argumento para aumentar é o de que o aço está dolarizado. Ora, se o aço está dolarizado, tudo bem. Mas quando o dólar desce, então que desça o preço do aço. O que não pode é quando o dólar subir, o produto sobe, e quando o dólar cai, o produto não cai. Que dolarização é essa?", cobrou. O presidente citou o caso do anúncio feito pela Petrobras de redução de "10% do preço da gasolina, mais de 30% na nafta, 20% do óleo combustível e 10% do diesel". Segundo Lula, os postos de combustível no sul do País reduziram o preço da gasolina em 5%, enquanto os do sudeste diminuíram em 3,2% e os do Nordeste em 1,9%. "Nosso País não pode ser um País onde algumas pessoas pensam que são mais espertas do que as outras e, portanto, podem fazer o que bem entendem", manifestou.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 14h36

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