Lula pede que empresários comparem seu governo com anteriores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje que se faça uma "análise comparativa" do que aconteceu na economia brasileira nos últimos 30 anos com o desempenho econômico dos quatro anos de gestão dele. O pedido foi feito no encerramento da sua participação no almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Hotel Grand Hyatt, na capital paulista, aos cerca de 400 empresários que participaram do encontro. Lula repetiu que não fará "mágica na economia brasileira""Em que momento estivemos melhor, tivemos mais solidez, em que momento tivemos mais credibilidade e que as coisas andaram muito melhores no Brasil? Eu acho que é assim que eu quero que a sociedade veja (o meu governo), analise corretamente, pense", declarou.A manifestação do presidente foi uma resposta à indagação feita pelo presidente da Nívea no Brasil, Paulo Zottolo. Além de falar da economia, o presidente Lula disse que mantinha a mesma expectativa sobre o legado de seu governo que ele manifestou no dia de sua posse, em 1º de janeiro de 2003. "Se, ao terminar o meu mandato, todos os brasileiros tiverem comendo, no mínimo, três vezes por dia, eu já estaria satisfeito", afirmou.Sem mágicasPara a platéia, Lula voltou a repetir palavras que sempre manifesta quando está na presença de empresários, ao garantir que não cometerá a "estupidez" de promover uma "mágica na econômica brasileira" de editar pacotes econômicos durante à noite, ou promover mudanças inesperadas na economia.Em nenhum momento, o presidente da República falou sobre a crise política. O discurso aos empresários foi voltado para a Educação, exaltando os feitos de sua administração deste segmento.Perguntas durasDas três perguntas que o presidente respondeu a empresários, a mais dura partiu do presidente da Phillips do Brasil, Marcos Magalhães, que indagou ao presidente se o fato de três ministros da Educação terem sido nomeados não representaria uma baixa prioridade ao tema.Lula contestou a análise, afirmando que, a seu ver, a única substituição que houve no ministério foi a de Cristovam Buarque por Tarso Genro, pois o ingresso do atual ministro, Fernando Haddad, tratava-se somente de uma "continuidade do Tarso Genro".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.