Lula pede união dos países emergentes

O presidente Luís Inácio Lula da Silva ressaltou, em entrevista coletiva concedida há pouco na reunião de cúpula do G-8, a necessidade de os países em desenvolvimento se aproximarem para uma defesa conjunta de seus interesses comuns. "Países como o Brasil, China, Rússia, México, África do Sul e Nigéria têm muita coisa em comum. Por isso, é preciso que estabeleçamos uma boa política comercial que seja positiva para a todos e temos convicção de que isso vai acontecer, afirmou o presidente. Lula disse ainda que os problemas de desigualdade no mundo não são apenas responsabilidade dos países ricos, mas também das nações em desenvolvimento. "Espero que a partir de agora possamos intensificar as nossas relações." De acordo com o presidente, a política do Brasil nesse sentido será de muita ousada. Em relação à reunião com os chefes de Estado do G-8, Lula disse ter considerado muito importante a intervenção do diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Khöeler. Segundo o presidente, o principal executivo do Fundo demonstrou uma grande preocupação com a crises econômicas dos Estados Unidos e da Europa. O presidente comentou que Khöeler exortou os líderes do G-8 a "tomar medidas para enfrentar a crise que pode ter efeitos desastrosos nos próximos anos". Lula se mostrou otimista com o avanço das negociações para queda das barreiras agrícolas norte-americanas e européias. "Saí com a impressão de que não continua do mesmo jeito (as negociações). Tenho certeza que obteremos avanços nessa questão."

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