Lula pedirá a líderes europeus que aprovem política agrícola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá fazer esta semana uma série de contatos telefônicos com os principais líderes europeus para pedir a eles que aprovem a proposta de reforma da Política Agrícola Comum (PAC). É nesta semana que a PAC passará por um teste decisivo em Luxemburgo, onde será realizada a reunião do Conselho de Ministros de Agricultura.Segundo o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, o Lula tentará motivar os europeus "para que, nesta semana, a discussão da reforma da Política Agrícola Comum tenha desfecho favorável e não de retrocesso". A aprovação da reforma é crucial para o futuro agrícola europeu e para o avanço das negociações comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o ministro, a aprovação da PAC será decisiva para o sucesso da Rodada de Doha. "O avanço europeu na PAC é peça-chave para destravar as negociações na OMC", disse. No dia 20 deste mês, por exemplo, será realizada uma reunião da OMC nos Estados Unidos, da qual o Brasil estará presente. "A reunião nos EUA será decisiva no sentido de se perceber se a reunião de cúpula da OMC, marcada para setembro em Cancún, estará mais próxima do sucesso ou do fracasso", afirmou Furlan, que participou de um evento hoje em Sãs Paulo. Entre as principais medidas sugeridas pela União Européia na PAC estão a redução em 55% dos subsídios internos, um corte de 45% dos subsídios à exportação e uma redução média de 36% nas tarifas de importação, acompanhada de uma queda mínima individual de 15%. Os países industrializados teriam que realizar esses cortes de forma gradativa em seis anos a partir de 2006, enquanto os países em desenvolvimento teriam dez anos de prazo.

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