Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Lula: Petrobras e PDVSA disputam acordo 'milimetricamente'

Governos brasileiro e venezuelano não chegaram a acordo sobre a refinaria e foi dado prazo de mais 90 dias

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

26 de maio de 2009 | 17h50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou nesta terça-feira, 26, durante entrevista coletiva, sobre as dificuldades de acordo entre a Petrobras e a PDVSA para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. "São duas moças muito bonitas, muito fortes, que disputam milimetricamente cada questão", disse ele, lembrando que, no máximo em 90 dias, haverá acordo, não só para a construção da refinaria, mas também em relação à distribuição de petróleo na faixa do Rio Orinoco.

 

Veja também:

link Empresas brasileiras não serão nacionalizadas, diz Chávez

link 'Se eleger Dilma, vou ser presidente da Petrobras', brinca Lula

 

Durante encontro na capital baiana, os governos brasileiro e venezuelano não chegaram a um acordo sobre a refinaria Abreu e Lima e foi dado o prazo de mais 90 dias para a discussão das questões. O acordo prevê a participação de 40% da empresa da Venezuela nos investimentos da refinaria - os outros 60% serão da Petrobras. Representantes das duas empresas não conseguiram chegar a acordos em algumas áreas e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, pediu a prorrogação do prazo de negociações.

 

De acordo com Gabrielli, os principais focos de discordância entre as partes estão na "precificação do petróleo que vamos trazer da Venezuela", na "avaliação precisa dos investimentos iniciais para montar a refinaria" e na "utilização dos produtos que serão feitos na refinaria".

 

Ao discursar antes do início da entrevista, Lula falou ainda sobre os 12 atos assinados entre os dois países e defendeu a necessidade de ajudar a Venezuela com financiamentos de projetos. Em sua fala, Lula chegou a brincar que, no caso de um acordo entre a Caixa Econômica Federal e o governo venezuelano, a instituição deveria levar para lá só o lado bom da experiência e não a burocracia, amenizando, em seguida, que a burocracia já melhorou, e dando como exemplo o caso do Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

O governo de Chávez quer assessoria da Caixa Econômica Federal para a construção de uma rede bancária pública e a criação de um sistema de financiamento de casas populares na Venezuela.

 

(Com Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo)

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobrasPDVSAHugo ChávezLula

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.