Lula pode ser árbitro de impasses, diz Stephanes

Em última análise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser o fiel da balança nas difíceis questões que envolvem o meio ambiente e o agronegócio, na avaliação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Segundo ele, há três saídas possíveis para a solução de impasses recentes na questão do Código Florestal. "A primeira seria a de eu e (o ministro do Meio Ambiente, Carlos) Minc chegarmos a um entendimento, o que seria a melhor opção", disse. A segunda possibilidade vem do Poder Legislativo. "O Congresso Nacional deveria assumir a responsabilidade de votar as alterações no Código Florestal, já que há tantas por lá para serem apreciadas", apontou. Em última análise, a decisão sobre temas delicados, como limites entre desmatamento e produção, poderia caber ao presidente Lula. "A terceira solução seria o presidente Lula administrar esse entendimento, como mandatário."A possibilidade de Lula intervir diretamente nessas questões foi aventada anteontem pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "Quem tem que fazer o papel de árbitro é o presidente."Os dois ministros - Meio Ambiente e Agricultura - têm se visto de lados opostos em questões relacionadas à agricultura e pecuária nos últimos meses. Stephanes que tornar o atual Código Florestal menos restritivo. Na avaliação do ministro, o assunto precisa ser enfrentado, mas não sob o ponto de vista do desmatamento de áreas ocorrido no passado. Para ele, é preciso respeitar as áreas já consolidadas. Ele voltou a dizer que mesmo em regiões onde o avanço agrícola é mais recente, como Pará e Mato Grosso, é preciso ter racionalidade na avaliação, alegou, porque muitos produtores se instalaram nas regiões motivados pelo próprio governo.

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