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Lula prevê atraso na extração de petróleo de Tupi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a exploração de petróleo da reserva de Tupi, na Bacia de Santos, pode atrasar. Lula ressaltou a importância de desenvolver tecnologia brasileira para o atender ao crescimento da Petrobras. Ele informou que por conta da dependência de tecnologia estrangeira, pode haver atraso no início das operações na área de Tupi, na Bacia de Santos.

KELLY LIMA, Agencia Estado

18 de março de 2009 | 12h20

A previsão inicial era que o primeiro óleo de Tupi fosse retirado em cerimônia do dia 1º de maio, mas a sonda responsável, segundo o presidente, "ainda está em Cingapura, está um bocado atrasado". Tupi é considerada uma megarreserva de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. O óleo está em uma área muito profunda, sob uma camada de sal, abaixo do leito marinho.

Gás

Lula afirmou hoje que o Brasil está caminhando "lentamente" para uma autossuficiência no abastecimento de gás. Em visita ao terminal de regaseificação instalado na Baía de Guanabara, ele destacou que a situação atual é bastante diferente daquela que o Brasil enfrentou com a crise no fornecimento de gás natural da Bolívia. "Com esse terminal de GNL (gás natural liquefeito) e mais outros pontos de produção a que estamos dando início no Brasil, queremos mostrar ao mundo que somos independentes nessa área de gás", disse.

O presidente lembrou, no entanto, que as parcerias internacionais, com a Bolívia ou outros países, deverão continuar. "Houve um tempo em que o Morales (Evo Morales, presidente da Bolívia) era só queixas para com a Petrobras e a Petrobras era só queixas com Evo, mas isso já é passado porque conseguimos implementar em tempo recorde o plano de desenvolvimento de gás no Brasil, estamos diminuindo essa dependência de uma única fonte", afirmou Lula a bordo do navio responsável pela gaseificação do GNL, construído em Cingapura.

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