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Lula propõe diversificar produção para biodiesel

Presidente cobra da Petrobrás estímulos à produção do combustível a partir de outras oleaginosas, além da soja

LEONARDO GOY, Agencia Estado

23 de outubro de 2009 | 12h47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 23, que o programa nacional do biodiesel não pode ficar dependente da soja e cobrou da Petrobras e do governo estímulos à produção sobre o combustível a partir de outras oleaginosas. "Não temos direito de ficar dependente da soja. Porque a soja é alimento. Temos de estimular novas oleaginosas para diversificar a produção", afirmou o presidente.

Ele cobrou da Petrobras Biocombustíveis que "assuma" a tarefa de diversificar a produção de biodiesel. Lula lembrou que se, por exemplo, o preço da soja subir muito por causa da demanda externa, pode haver problemas para o fornecimento do grão para a produção de biodiesel. "Uma vez dentro da matriz energética, o biodiesel não pode faltar", disse.

O presidente acrescentou que no futuro a mistura de biodiesel ao diesel poderá chegar a até 20%. Lula participou nesta sexta de ato para ratificar a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que antecipa de 2013 para janeiro de 2010 o início da obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao diesel, conhecido por B5 na área técnica.

Lula voltou a enaltecer o seu governo por ter iniciado a mistura do biodiesel ao diesel e lembrou que o biocombustível foi patenteado em 1975 e somente em 2003 o governo começou o processo de sua inclusão na matriz energética. "Perdemos 28 anos. Essa decisão de usar o biodiesel deveria ter sido concomitante à introdução do etanol na matriz energética", disse.

O governo estima que com 5% da mistura do biodiesel ao diesel o Brasil será o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, atrás apenas da Alemanha. "E isso porque em 2003, quando começamos, a Alemanha já tinha um histórico de 15 anos com o biodiesel", completou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que participou hoje da solenidade no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República. O evento foi fechado à imprensa mas os jornalistas puderam acompanhar o áudio da reunião em uma outra sala.

 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em 10 anos, a produção brasileira de etanol aumentará 137%, fazendo com que o país se consolide como o maior exportador mundial do produto. "A produção vai passar dos 27 bilhões de litros em 2008 para 64 bilhões de litros em 2017", disse o ministro, durante cerimônia do CNPE.

 

Brasil apoiará produção de biocombustível em Angola

 

O modelo brasileiro de energias renováveis será apresentado ao governo angolano, informou nesta sexta o Ministério da Agricultura em nota distribuída à imprensa. A missão do Brasil que está na África para uma série de seminários sobre biocombustíveis chega nesta sexta a Luanda, em Angola - país que receberá subsídios para o desenvolvimento do setor.

 

"Além de participar da execução e gestão do projeto, o Brasil contribuirá com transferência de tecnologia, uma vez que o País possui décadas de experiência na produção de biocombustíveis", afirma, de acordo com a nota, o representante do Ministério da Agricultura na missão, José Nilton de Souza. O texto diz que as condições climáticas e a localização geográfica de Angola favorecem o escoamento da produção para a União Europeia.

 

Atualmente, Angola não integra o grupo de países produtores de biocombustíveis. "Com o objetivo de reverter esse quadro, o governo angolano estuda a aprovação de uma lei para promover o desenvolvimento do setor, que prevê a ocupação de 30 mil hectares para o cultivo de cana-de-açúcar e o investimento de US$ 258 milhões", diz o comunicado do Ministério.

 

(Célia Froufe, da Agência Estado)

 

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