carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Lula proporá na China comércio bilateral sem uso do dólar

Presidente viaja ao país na próxima semana; crimes trasnacionais e petróleo também serão discutidos

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

15 de maio de 2009 | 09h42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista à revista chinesa Caijing que quer discutir o uso do yuan e do real no comércio bilateral com a China durante seu encontro com o presidente Hu Jintao, no início da próxima semana.

 

"Por que dois importantes países como China e Brasil têm que usar o dólar como referência, ao invés de suas próprias moedas?", questionou Lula, segundo transcrição da entrevista publicada no site da revista. "É maluco que o dólar seja a referência e que você dê a um único país o poder de imprimir essa moeda."

 

Ao ser questionado sobre a importância do encontro em meio à crise econômica, Lula afirmou que nesse momento os dois países precisam manter relações otimistas e proativas, e não "sentar e reclamar".

 

"Em encontros do G-20 e da OMC, tivemos muito mais entendimentos do que desentendimentos e a maioria das nossas posições foi em comum. Quando reunimos Brasil, China, Índia e Rússia, bem como México e Argentina, representamos um peso significativo na tomada de decisões políticas", afirmou Lula.

 

Ele lembrou que os dois países têm um acordo para lançamento de satélites e compartilhamento de imagens e que outros dois satélites devem ser lançados em breve. Em relação aos acordos que podem ser assinados durante a visita a Pequim, Lula citou documento que deve ser assinado entre instituições financeiras brasileiras e o China Development Bank; um acordo para cooperação em comércio; um protocolo para combater crimes transnacionais; e possivelmente um acordo entre o China Development Bank e a Petrobras.

 

"Esperamos mostrar aos chineses o nível atual de desenvolvimento no Brasil para tentar assinar um acordo de participação em projetos de infraestrutura, aeroportos, petróleo e gás", disse, acrescentando que os dois países também devem se concentrar na questão de combustíveis renováveis, especialmente etanol e biodiesel.

 

Lula lembrou que o Brasil descobriu recentemente novas reservas de petróleo e quer construir parcerias. O presidente também mencionou que o país procura parceiros para investir no trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro.

 

"Precisamos estar abertos a discutir projetos complementares, ou seja, como o Brasil pode ajudar a China e a China ajudar o Brasil a ajudar nosso povo, fazer nossa economia crescer e permitir que participemos mais ativamente da comunidade mundial. Esse é meu objetivo na visita a China", disse Lula. As informações são da Dow Jones e do site aberto da revista Caijing.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.