finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Lula quer Banco do Brasil de volta ao topo do ranking

Negociação para compra de bancos é acompanhada de perto pelo presidente, que pede ''responsabilidade''

Leonencio Nossa, O Estadao de S.Paulo

13 de novembro de 2008 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera prioritário que o Banco do Brasil volte a ser a maior instituição do mercado nacional. Em conversas com diretores do BB, ele definiu que o processo de retomada do primeiro lugar, posto perdido no início do mês com a fusão do Itaú e do Unibanco, ocorra com "responsabilidade" e com a compra de bancos menores por preços justos e de mercado. A compra do Banco do Piauí e as negociações para a aquisição da Nossa Caixa, do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Votorantim estão sendo acompanhadas de perto por Lula, que recebe informações de diretores do BB e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O banco está brigando para retomar o primeiro lugar", disse um ministro da comitiva presidencial em Roma. "O banco sempre foi o primeiro, está perto de ser novamente o primeiro e está disposto a ser o primeiro." Esse ministro, porém, ponderou, que Lula tem deixado claro nas conversas com os diretores do BB e com a equipe econômica que a instituição não deve fazer "qualquer coisa", para voltar a ocupar uma posição que politicamente interessa ao governo. Na avaliação do governo, o banco, que estava com a "língua de fora" no passado, se organizou e cresceu organicamente na gestão Lula."O presidente acha positivo que o Banco do Brasil continue crescendo e se fortalecendo no mercado", contou o ministro. Mais que uma questão econômica ou de marketing, a retomada da primeira posição pelo BB é vista como um interesse de governo, que se esforça em discursos de incentivo à manutenção dos investimentos. Um BB líder de mercado, na avaliação do Planalto, reforça o discurso presidencial que os agricultores terão dinheiro para a produção e o comércio e a indústria terão capital de giro de até um ano para levar à frente empreendimentos, inclusive obras de infra-estrutura. Embora o BNDES e a Caixa estejam mais ligados ao PAC pelo financiamento das grandes obras de infra-estrutura ou de saneamento e habitação, o BB, ainda segundo o governo, é o que mostra a política de desenvolvimento a mais setores da economia. Anteontem, o BB anunciou a compra do Banco do Piauí, por R$ 81,7 milhões. Desde 2003, o governador Wellington Dias tentava convencer o governo a adquirir a instituição. A compra atende aos interesses do BB de ocupar mais espaço no mercado. Agora, o BB concentra esforços na compra do Votorantim, BRB e Nossa Caixa. A negociação com o Votorantim, que não é divulgada oficialmente pelo BB, foi confirmada por um integrante da comitiva presidencial. Lula deu aval para que as conversas com o Votorantim prossigam, mas ainda há questões pendentes. A compra da Nossa Caixa pode ser anunciada na volta do presidente Lula ao Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.