Lula quer evitar derrota na Câmara; Governo teme custo maior

Três projetos podem aumentar os gastos do governo: salário mínimo, saúde e fator previdenciário

Agência Estado,

23 de abril de 2008 | 14h38

O governo está preocupado com o aumento das despesas decorrentes de três projetos que tramitam na Câmara. São eles: a forma de reajuste do salário mínimo a aposentados e pensionistas; a aprovação de mais recursos para a saúde, somando R$ 23 bilhões até 2011; e o fim do fator previdenciário - mecanismo que estimula as pessoas a adiar o pedido de aposentadoria, de forma a conter o crescimento do déficit nas contas da Previdência Social.   Para tentar evitar nova derrota do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai cobrar na quinta-feira, dos líderes governistas, na reunião do conselho de político de governo, uma reação na Câmara na votação do projeto do salário mínimo. O assunto é também um dos temas da pauta do almoço desta quarta-feira, no Palácio do Planalto, entre o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e líderes da base aliada na Câmara.   Na terça, durante reunião com a Coordenação Política, formada pelos ministros mais próximos do presidente, Lula manifestou contrariedade com a aprovação pelos senadores da emenda sobre os recursos à saúde e do fim do fator previdenciário.   Lula argumentou que os parlamentares não apontaram as fontes dos recursos para compensar os gastos que os três projetos acarretam e disse que, sem a contrapartida das receitas, os projetos não podem ser aprovados na Câmara. O presidente reiterou que a vinculação do aumento do salário mínimo às aposentadorias e pensões compromete seriamente a política de aumento do ganho real do salário mínimo.   A maior dificuldade para os líderes governistas na Câmara é combater os projetos aprovados no Senado, de autoria de parlamentares petistas, Paulo Paim (RS) e Tião Viana (AC), que tiveram apoio da oposição nas votações.

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