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Lula quer inaugurar substituta da Ceará Steel até 2010

Companhia Siderúrgica de Pecém será construída pela Vale do Rio Doce e a coreana Dongkuk

Fabio Graner, da Agência Estado,

20 de novembro de 2007 | 12h34

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 20, que pretende que a Companhia Siderúrgica de Pecém esteja concluída antes do encerramento do seu mandato, em 31 de dezembro de 2010. O memorando para a construção da usina - que vai substituir o projeto da Ceará Steel, emperrado por conta do imbróglio envolvendo o uso de gás no processo siderúrgico - foi assinado pela Companhia Vale do Rio Doce e a empresa coreana Dongkuk nesta manhã.   O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que o cronograma inicial previa a inauguração em 2011, mas, segundo ele, há condições para que as operações se iniciem ainda em 2010, como quer o presidente.   Lula destacou que a iniciativa entrará para a história do desenvolvimento do Ceará. "Não tive notícia nos últimos tempos de um passo tão difícil", brincou, em referência ao imbróglio que emperrou a construção da Ceará Steel, que utilizaria gás no processo siderúrgico ao invés de carvão, como será na siderúrgica de Pecém.   Lula ressaltou também que o Brasil precisa ter grandes investimentos na área siderúrgica para poder competir com a China, cuja produção tem crescido fortemente. "Nós só vamos competir com os chineses se produzirmos o mesmo tanto que a China produz hoje. Não podemos ver a China produzir 600 milhões de toneladas e nós ficarmos com 40 milhões", disse.   O presidente fez um discurso otimista e lembrou da descoberta do poço de petróleo Tupi, que, segundo ele, "provou que Deus é brasileiro". "Se Deus ajudar, vamos inaugurar a siderúrgica antes de acabar o meu mandato", afirmou, destacando que também pretende inaugurar antes do fim do seu governo a ferrovia Transnordestina.   Lula se comprometeu que o governo federal fará todos os esforços para concretização do projeto da siderúrgica e colocou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente financeiro do investimento.   Carvão   Agnelli defendeu a utilização do carvão na siderúrgica. Segundo ele, esse projeto será ambientalmente responsável, pois será pouco poluente. "Todo cuidado ambiental foi tomado com essa unidade", disse.   O projeto prevê investimentos de US$ 2 bilhões e uma produção inicial de 2,5 milhões de toneladas anuais de placas de aço, podendo ser expandida para até 5 milhões de toneladas ao ano. Segundo Agnelli, esse projeto, adicionado a uma série de outros investimentos pela Vale em parceria com outras empresas, trará um crescimento de 70% na produção siderúrgica brasileira.   O governador do Ceará, Cid Gomes, destacou que a nova siderúrgica vai permitir que as indústrias do setor metal mecânico sejam abastecidas com aço do próprio Ceará, que hoje é importador do insumo. Ele elogiou o empenho do presidente Lula para e efetivação do projeto.

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