Lula quer mecanismos de estímulo à produção de alimentos

Segundo José Múcio, presidente mencionou também, em reunião com Conselho, críticas a biocombustíveis

Fabio Graner e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

21 de maio de 2008 | 11h08

O ministro da Relações Institucionais, José Múcio, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nesta quarta-feira, 21, que é preciso criar mecanismos de estímulo à produção de alimentos. Segundo Múcio, o presidente não especificou quais seriam as medidas.  Veja também:'A aviação na América do Sul é um desastre', diz LulaEntenda a crise dos alimentos Entenda os principais índices de inflação   Múcio destacou que a elevação do consumo de alimentos reflete a melhora das condições sociais do País e que, por conta disso, é necessário estimular a produção de comida. O ministro relatou que Lula mencionou que as críticas ao programa de biodiesel e seus impactos na oferta de alimentos são equivocadas e que é necessário enfrentar o preconceito e abrir novas fronteiras de produção.  O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, informou que o presidente sugeriu aos participantes da reunião que discutam o que chamou de "campanha internacional" contra os biocombustíveis.  "Lula disse que há um ataque muito forte, principalmente daqueles países que subsidiam sua agricultura e que são, em grande parte, responsáveis pela deterioração da capacidade de cultivo em várias regiões do mundo, em razão desses subsídios", relatou o sindicalista.   Aviação Ainda segundo Feijóo, Lula pediu que integrantes do Conselho debatessem a necessidade de as companhias aéreas aumentarem o número de vôos para o Exterior.  O presidente da República participou apenas da primeira parte da reunião e retornou ao Palácio do Planalto, onde conversaria com os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Dilma Rousseff (Casa Civil) sobre a necessidade de aumentar a produção de alimentos no País.  Ainda de acordo com o relato de Feijóo, Lula afirmou aos integrantes do CDES que há poucos vôos do Brasil para regiões importantes do mundo, e as as empresas brasileiras não têm dado conta de atender a essas rotas. "O presidente disse que é preciso dar uma solução para isso", contou o sindicalista.

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