Lula reafirma que geração de empregos foi recorde em janeiro

Informação havia sido antecipada pelo ministro do Trabalho na última sexta-feira, mas o dado oficial ainda não foi divulgado

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 12h24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira,9, que em janeiro o Brasil baterá o recorde de geração de empregos de carteira assinada na comparação com o mesmo mês desde 1992, quando o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) começou a contabilizar empregos de carteira assinada. Lula concedeu entrevista à rádio Globo AM de Governador Valadares, cidade que visita na manhã desta terça-feira, durante a sua segunda viagem a Minas Gerais em menos de duas semanas.

 

Na última sexta-feira, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, revelou que houve recorde na geração de empregos formais no mês passado, mesmo sem dar detalhes dos números. O recorde atualmente é de 142 mil postos de trabalho em janeiro de 2007.

 

"Este início de ano está bombando. Certamente vai superar os cem mil. No ano passado na mesma época, tinham sido cem mil negativos. Recuperamos mais do que o dobro", comentou Lobão na sexta-feira. Ele também fez uma projeção de que no ano de 2010 deverão ser gerados dois milhões de empregos com carteira assinada, ou 400 mil a mais do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega havia previsto. "Eu sempre ganho as minhas apostas com ele. No ano passado ele disse que não chegaria a meio milhão e chegamos a um milhão", disse.

 

Disputa eleitoral

 

Durante a viagem a Minas Gerais, Lula voltou a avisar à oposição que continuará viajando ao lado da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, e que não liga para as denúncias de campanha antecipada feitas pela oposição à Justiça Eleitoral. "Vou fazer visitas até o dia 31 de dezembro à meia-noite. Vou fazer muita força para eleger minha sucessora. Depois vou para casa e não vou dar palpite no governo", afirmou o presidente em entrevista à rádio.

 

Mesmo sem ser perguntado, Lula fez questão de informar: "a companheira Dilma vai continuar viajando comigo até a lei permitir que ela viaje. Não tem sentido agora esconder a Dilma quando ela trabalhou até três da manhã no PAC."

 

O presidente disse ainda que o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) "foi a salvação da lavoura", por causa do grande número de empregos gerados, e voltou a fazer campanha para a ministra Dilma, afirmando que trabalha pela continuidade de seu governo "para que aí a gente possa fazer uma grande nação".

 

(com Kelly Lima, da Agência Estado)

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