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Lula recua e esvazia viagem à China

Planejada inicialmente para durar cinco dias e ter uma delegação empresarial recorde, além de uma constelação de ministros, a viagem oficial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará à China, na próxima semana, foi reduzida a magras 48 horas e contará com a presença apenas dos ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Pedro Brito, dos Portos. Lula chega amanhã a Pequim, depois de passar pela Arábia Saudita e Turquia. Quando comparada à primeira visita de Lula ao país, em 2004, a atual delegação fica ainda mais pálida. Naquele ano, o presidente permaneceu na China por cinco dias e sua comitiva tinha 400 empresários e 8 ministros.

CLÁUDIA TREVISAN, Agencia Estado

17 de maio de 2009 | 08h13

Apesar de o principal objetivo comercial do Brasil com a visita presidencial ser a liberação do mercado de carnes, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, não acompanhará o presidente.

O ministro da Economia, Guido Mantega, era esperado em um seminário do setor financeiro em Xangai, que também deveria ter a presença do presidente do conselho de administração da BM&F Bovespa, Armínio Fraga. Sem Mantega, Fraga não estará presente. O representante do governo brasileiro no evento será o ministro Pedro Brito. Diante da escassa presença de autoridades e da ausência de eventos relevantes, vários empresários também desistiram da viagem e a que seria a maior delegação do setor privado da história não deverá alcançar cem pessoas, segundo avaliação obtida pelo jornal O Estado de S.Paulo. Oficialmente, há 150 empresários inscritos, mas muitos deverão desistir em razão do contorno que a visita ganhou.

A ideia original era que ministros da área econômica e integrantes do setor privado chegassem à China antes do presidente, para contatos com empresas chinesas. Afinal, um dos objetivos declarados de Lula com a visita é diversificar a pauta de exportações do Brasil para o país asiático, extremamente concentrada em soja e minério de ferro.

Os planos mudaram depois que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, viu frustrada a sua pretensão de ser recebido pelo presidente da China, Hu Jintao, em viagem cujo objetivo é preparar a chegada de Lula.

Hu Jintao se reuniu com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, no dia 21 de fevereiro, na primeira visita ao exterior da ex-pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos depois de assumir o cargo. Além disso, o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, foi recebido pelo presidente Lula quando esteve em Brasília, no mês de janeiro. Amorim pretendia ter o mesmo tratamento recebido por Yang Jiechi e interpretou a recusa como um sinal de que a China não dá ao Brasil a importância que ele considera ser merecida. A resposta do governo brasileiro foi reduzir o peso da comitiva que acompanhará Lula a Pequim e encurtar o período da viagem.

A decisão do governo Lula ocorreu no momento em que a China superou os Estados Unidos e assumiu o primeiro lugar como destino das exportações brasileiras. Os embarques nacionais para o país asiático cresceram 66,7%, em valor, nos primeiros quatro meses do ano, enquanto o volume total de exportações recuou 16,5%.

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