Lula reforça otimismo e prevê crescimento de 4% em 2009

Estimativa do governo é maior que a expectativa do Banco Central, de uma alta de 3,2% no PIB do próximo ano

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2008 | 13h44

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta segunda-feira, 22, que o governo e a equipe econômica trabalham com um crescimento de 4% do PIB em 2009. "O Brasil vai continuar crescendo, naturalmente, não os 6% ou 7% como eu gostaria, mas, podemos crescer 4% e o governo e a equipe econômica vão trabalhar com essa perspectiva." A estimativa é mais otimista que a do Banco Central, divulgada nesta segunda, de 3,2%.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Reforçando essa idéia, o presidente admitiu que "se houvesse um concurso para eleger o homem mais otimista do mundo, eu estaria entre eles. No Brasil sou criticado porque acham que eu deveria chorar a crise, mas, sou o maior estimulador do crescimento, peço para comprar, exportar, porque isso que faz tocar a economia."   Lula, que participou do segundo encontro empresarial Brasil-União Européia ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que o governo vai manter todos os investimentos previstos no Plano de Aceleração Econômica (PAC). "Nenhum projeto do governo será paralisado", disse o presidente, que garantiu também que o Brasil sairá mais forte do que encontrou na crise.   O presidente fez também novas críticas às especulações financeiras, que, segundo ele, foram responsáveis pela atual crise mundial. "A crise é resultado de uma especulação desavergonhada", afirmou Lula e acrescentou que "tenho convicção e certeza que finalmente chegou a hora da política."   Para Lula, esse é o momento de "rediscutir o papel do estado na economia." O presidente observou ainda que "não quero cercear a liberdade de ninguém, mas, não posso socializar os prejuízos quando não socializei os lucros, é preciso assumir as responsabilidade", disse ele ao referir-se mais uma vez as especulações de mercado.   G-20   Sarkozy afirmou que o Brasil e a França devem levar uma proposta conjunta para a reunião do G20, que será realizada no dia 2 de abril em Londres. "A Europa vai trabalhar de mãos dadas com o Brasil. É fundamental que o Brasil e a França cheguem com uma proposta que mostre que não queremos um mundo de especuladores, mas de empresários. Não queremos que quem nos colocou nesta situação nos diga quando sair dela", disse.   Ele se esforçou em sua palestra no encontro para mostrar afinidade com o presidente Lula que criticou os especuladores de mercado e os responsabilizou pela crise. "A Europa acredita no futuro do Brasil e tem fé na política do presidente Lula", disse ele, que acrescentou que Lula falou sobre algo fundamental que é a volta da política ao mundo", Sarkozy defendeu ainda que "precisamos do presidente Lula como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e afirmou que "o Brasil não é potência de amanhã, mas de hoje".

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