Lula retira regime de urgência de projetos do pré-sal

Acordo entre governo e oposição fixa 10 de novembro como a data do início das votações

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

09 de setembro de 2009 | 18h21

o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em retirar o regime de urgência na tramitação dos projetos do pré-sal após encontro com Temer e alguns líderes governistas. Agora, a votação terá início no dia 10 de novembro, conforme foi acordado entre governo e oposição

 

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Em contrapartida, os partidos de oposição, DEM, PSDB e PPS, se comprometeram a votar os projetos na data fixada e a encerrar a estratégia de obstruir as votações na Câmara. Sem a urgência, o prazo para apresentação de propostas para alterar o texto (emendas) foi prorrogado para o próximo dia 18. Em regime de urgência, o projeto entraria na pauta do plenário no dia 17 de outubro. No entanto, com acordo entre os dois lados, governo e oposição, a tramitação seguirá mais rapidamente do que se houvesse disputa e obstrução.

 

"É melhor cada um ceder um pouco do que fazer uma queda de braço", avaliou o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). "O acordo facilitou muito. O presidente Lula mostrou sensibilidade e respeito a essa Casa. A sociedade exigia maior tempo e debate qualificado", afirmou o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). "Com um calendário, vota-se mais rapidamente, mas não fica uma coisa de imposição", argumentou o líder do PPS, Fernando Coruja (SC).

 

Desde a noite desta terça-feira, 8, Temer vinha conversando com os líderes em busca do entendimento. "Falei com todos os líderes e, quando houve acordo, procurei o presidente Lula", afirmou Temer. "No dia 10 de novembro, impreterivelmente, eu colocarei em votação os projetos", continuou. Se as quatro comissões especiais não tiverem concluídos os trabalhos, Temer levará, mesmo assim, os projetos ao plenário. "O presidente (Lula) ouviu com muita atenção e, com muita sensibilidade, acabou concordando em retirar a urgência", disse Temer ao anunciar o acordo na entrevista coletiva.

 

Henrique Alves, que participou da reunião com Lula, disse que o presidente queria a garantia de que os projetos seriam votados na data acordada, o que foi confirmando por Temer e pelos governistas. "Foi uma saída honrosa para todos", disse Henrique Alves. Ao mesmo tempo em que a obstrução dificultava as votações, nos bastidores, a avaliação era a de que a própria oposição queria deixar a obstrução, mas precisava de uma "bóia".

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