Lula saberá nesta terça se bancos baixarão juros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber nesta terça-feira, na reunião com os presidentes dos bancos oficiais marcada para as 17 horas, no Palácio do Planalto, algumas respostas ao apelo feito na semana passada para que as instituições reduzam os spreads (diferença entre o custo de captação de recursos e o custo da taxa de empréstimos) e, conseqüentemente, as taxas de juros finais cobradas dos clientes.O presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, que participará do encontro, apresentará, por exemplo, uma proposta de redução das taxas de juros cobradas das operações de longo prazo realizadas com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), que é o principal foco de atuação da instituição. Segundo ele, a trajetória de queda no juro básico (a Selic, atualmente em 15,25% ao ano) e na Taxa de Juro a Longo Prazo (TJLP, em 7,5% ao ano) abre espaço para essa redução. Mas essa decisão esbarra em um problema normativo: se o corte na taxa desses empréstimos deve ser feita por decreto ou por lei. Smith explica que esta definição está a cargo do Ministério da Fazenda. Ele não falou qual seria a magnitude da redução a ser proposta, pois fará isso na apresentação ao presidente Lula.Mudanças significativas O executivo do BNB disse que não deve haver mudanças significativas nas taxas de varejo, "onde o banco já opera com taxas bastante competitivas", e explicou que, por exemplo, no microcrédito, a instituição cobra uma taxa de 2% ao mês, que não tem condições de ser menor sem causar prejuízos. "Não dá para baixar mais. Operamos no limite, sem subsídios", afirmou.Além de mostrar que pode promover alguma redução no juro cobrado nas operações com recursos do FNE, Smith vai também apresentar a Lula e aos ministros que deverão participar da reunião uma análise sobre as perspectivas de crescimento do crédito na área de operação do BNB que, segundo ele, são "positivas".

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