Divulgação/ Ricardo Stuckert
Divulgação/ Ricardo Stuckert

Lula se diz otimista sobre acordo entre Mercosul e UE

Segundo o presidente, empresários alemães pensam em disputar a licitação do trem-bala

EQUIPE AE, Agencia Estado

07 de dezembro de 2009 | 09h19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou otimismo sobre a conclusão do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul no programa semanal de rádio Café com o Presidente que foi ao ar nesta segunda-feira, 7. "Porque nós já temos uma base sólida, que é o acordo da Rodada de Doha, que não foi concluído, mas a base entre União Europeia e o Brasil estava mais ou menos certa", ressaltou. O presidente defendeu ainda o aumento do fluxo comercial entre Brasil e Ucrânia. Atualmente, segundo Lula, a balança comercial entre os dois países é de U$ 1,2 bilhão. "Nós achamos que é pouco pelo tamanho da Ucrânia e pelo tamanho do Brasil."

Em relação à visita à Alemanha, Lula disse que o investimento que a Volkswagen decidiu fazer no Brasil significa "a aposta e a credibilidade" no mercado e na economia brasileira. Conforme o presidente, o Brasil é o país que mais recebe investimentos da montadora alemã. Lula destacou ainda o interesse dos empresários alemães pelo País. "Eles estão muito otimistas com a estabilidade na economia brasileira, estão muito otimistas com a perspectiva de futuro da economia brasileira."

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Lula informou que os empresários alemães pensam em disputar a licitação do trem de alta velocidade entre São Paulo, Campinas e Rio, o trem-bala. Além disso, afirmou, "estão pensando no pré-sal, estão pensando na construção de plataformas e estão pensando no setor siderúrgico". Portanto, disse o presidente, há uma perspectiva enorme de a Alemanha voltar a fazer grandes investimentos no Brasil.

Lula lembrou também que a Alemanha decidiu, até 2020, fazer com que todos os carros do país usem 10% de etanol na gasolina. O presidente disse que discutiu com os alemães a necessidade de se produzir parte desse combustível novo, "que o mundo vai precisar", com uma parceria entre Brasil, África, Europa, Estados Unidos e Japão. "Todos os países que terão de mudar a sua matriz energética terão, obviamente, de pensar num novo combustível. Esse novo combustível tem endereço certo: é etanol e biodiesel."

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