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Lula se diz ''satisfeito'' com dados econômicos

Presidente comemora Caged e consumo de energia em fevereiro

Nicola Pamplona e Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

O saldo positivo na criação de empregos formais no País e o ligeiro aumento no consumo de energia foram suficientes para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomasse o discurso otimista a respeito da economia brasileira. Em entrevista concedida no Rio, o presidente se disse "satisfeito" com os últimos dados divulgados. "Estou otimista porque continuo acreditando que o Brasil, que foi o último país a sofrer com a crise, será o primeiro a sair da crise", afirmou. Lula disse ter sido informado do aumento do consumo de energia pela diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Foster, durante visita ao terminal de gás natural liquefeito (GNL) da estatal na Baía de Guanabara, ontem pela manhã. De fato, os últimos dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontaram alta de 0,7% no consumo em fevereiro, depois de dois meses de queda. Anteontem, Graça disse que a estatal já percebeu um ligeiro aumento também no consumo de gás. "Estou satisfeito porque acabo de receber a notícia da diretora de gás da Petrobrás de que tem aumentado o consumo de energia elétrica no Brasil. E acabo de receber um informe do ministro (do Trabalho, Carlos) Lupi de que o número de empregos foi positivo no mês de fevereiro, ou seja, tivemos 9 mil empregos a mais no mês de fevereiro", afirmou Lula, em entrevista após a visita. "As empresas não estão mais demitindo, como demitiram no mês de dezembro." O presidente voltou a admitir, porém, que "a crise é muito forte, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos" - sepultando de vez a metáfora da marolinha, lançada por ele mesmo em outubro, pouco depois que a crise global se aprofundou. Ele disse que, na conversa que teve com o presidente americano, Barack Obama, percebeu que a crise "ainda não chegou ao fundo do poço". Lula voltou a sugerir a estatização de bancos americanos como medida para garantir a reabertura de linhas de crédito naquele país. "Sei que nos Estados Unidos a palavra ?estatizar? e a palavra ?nacionalizar? são palavrões, mas nós temos exemplos aqui, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNDES, do BNB e do Basa que, bem administrados, funcionam de forma extraordinária e são garantias para que a gente tenha crédito", argumentou. Lula defendeu suas viagens para visitar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como o terminal de GNL da Petrobrás, como uma maneira de incentivar o desenvolvimento econômico durante a crise. Segundo ele, algumas das obras já trabalham em dois turnos e podem ter mais um turno, com o objetivo de criar mais empregos. "Mesmo se ficar um pouco mais caro, temos de arcar com essa despesa porque o que nós precisamos é gerar emprego para o povo brasileiro", afirmou.

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