Lula se reúne com 18 pesos pesados da economia chinesa

O presidente Luiz Inácio Lula da China tomou café da manhã no Hilton Hotel de Xangai com 18 pesos pesados da economia chinesa - alguns com investimentos no Brasil, outros interessadas em investir. As empresas pertencem aos setores de mineração, telefonia, logística, madeira, máquinas e equipamentos, distribuição de alimentos, equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e farmacêuticos, além do Conselho de Promoção do Comércio Internacional de Xangai (CPIT). No total, havia cerca de 50 pessoas, incluindo empresários e autoridades brasileiras. Enquanto falava das condições favoráveis de investimento no Brasil, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, antecipou que a revisão do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre estava além das expectativas do mercado. "O resultado foi muito bom", disse o ministro, dirigindo-se ao presidente. Mantega mandou um bilhete com o número para o presidente, mas disse que não poderia anunciá-lo em público, porque a divulgação estava prevista para hoje de manhã no Brasil. O fuso horário de Xangai está 11 horas na frente do de Brasília. Quando Lula chegou para o café da manhã, o presidente da Brasilinvest, Mário Garnero, aguardava na entrada com Oleg Deripaska, o controlador da companhia russa de alumínio Russal, segunda maior do mundo. Deripaska, que tem interesse em explorar alumina no Brasil, queria conversar com o presidente. Na pressa, no entanto, Lula disse que o receberia no Brasil. Dentro do salão, o presidente Lula tomou era aguardado por Jack Chen, presidente do China Aluminium Group (CAG), a maior empresa de alumínio da China, que firmou carta de intenção com a Mineração Curimbabá, em Minas Gerais, para a exploração de bauxita e montagem de usina de alumina, num investimento de US$ 1,5 bilhão.Outro que tomou café com Lula foi Gu Changji, presidente do Shanghai Industrial Investment Group, que recentemente foi ao Brasil conhecer Carajás, e está estudando a possibilidade de investir na mineração de cobre, em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce. Estava, também, Xu Weihu, presidente da SVA, fabricante de eletroeletrônicos que vende US$ 4,6 bilhões ao ano e investiu numa fábrica de DVD em Manaus. A ZTE, uma das maiores empresas de equipamentos para telecomunicações, estava representada por seu vice-presidente-executivo, Zhou Fuqiu. No ano passado, a companhia faturou US$ 3,46 bilhões. No Brasil, ela está iniciando a fabricação de telefones celulares. Qiu Jibao, presidente do grupo Feiyue, fundado em 1986 e que hoje fabrica 2 milhões de máquinas de costura por dia, manifestou a intenção de comprar a fábrica da Singer em São Paulo. A maior empresa de distribuição de alimentos da China, a Brilliance Group, também manifestou interesse em fazer parcerias com empresas brasileiras. Zhengfei Ren, vice-presidente executivo da Huawei, a maior fabricante de equipamentos de comunicação da China, investiu US$ 25 milhões no Brasil. Depois do café da manhã, Lula se reuniu com a primeira-ministra de Bangladesh, Begum Khaleda Zia e, na seqüência, com o prefeito de Xangai, que lhe ofereceu um banquete no Hotel Jin Jiang. À tarde, Lula e sua comitiva embarcaram para Guadalajara (México), para reunião de cúpula dos países da América Latina e da União Européia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.