Lula sugere taxação para comércio internacional de petróleo

Segundo o presidente, medida seria usada como meio de incentivar as vendas dos biocombustíveis

Leonardo Goy, da Agência Estado e Leonencio Nossa, do Estadão ,

27 de novembro de 2007 | 13h21

Semanas após comemorar a descoberta do megacampo de Tupi na Bacia de Santos, que pode levar o Brasil à condição de exportador de petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugeriu nesta terça-feira, 27, a taxação do comércio internacional da commodity como um meio de incentivar as vendas dos biocombustíveis.  Em discurso durante o lançamento do relatório do Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, Lula queixou-se das sobretaxas cobradas do etanol brasileiro no exterior. "Para que o Brasil exporte etanol, tem que pagar uma sobretaxa enorme, quase dobrando o preço", disse. Em seguida, o presidente ressaltou que os países produtores de petróleo não pagam este tipo de taxa para exportar o combustível. "Cadê a vontade de despoluir o planeta? Podia começar taxando o petróleo", afirmou. Na apresentação, Lula disse várias vezes que os padrões de consumo têm de ser reduzidos para permitir um crescimento sustentável dos países. Ele criticou, por exemplo, o fato de serem fabricados carros muito grandes, que consomem mais recursos naturais. "E nós aqui no Brasil, que é um país de clima tropical, fazemos prédios de vidros fumê e deixamos todas as luzes acesas dentro."

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