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Lula tenta atrair China para retomada da Rodada Doha

Não é possível morrermos na praia depois de nadar tanto', afirmou presidente após encontrar líder chinês

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo, e Marina Wentzel, da BBC,

07 de agosto de 2008 | 05h42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o encontro que teve nesta quinta-feira, 7, com seu colega chinês Hu Jintao para tentar ressuscitar as negociações da Rodada Doha, que terminaram em retumbante fracasso na semana passada, depois de sete anos de discussão. "Não é possível morrermos na praia depois de nadar tanto", afirmou Lula na Vila Olímpica em Pequim, pouco antes de almoçar com os atletas brasileiros que participam dos Jogos Olímpicos na capital chinesa. Veja também:EUA dizem não haver caminho óbvio para retomar Rodada de DohaOs problemas que levaram as negociações ao fracasso Vencedores e perdedores após colapso de DohaPrincipais datas que marcaram a rodada Lula disse que discutiu o assunto no domingo com o presidente norte-americano, George W. Bush, e que telefonará nesta sexta para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, na tentativa de reanimar as negociações. China e Índia foram apontadas como responsáveis pelo fracasso da rodada, em razão de sua resistência em fazer concessões no setor agrícola. Com a maior parte de suas populações ainda na zona rural, os dois países temem o impacto social que abertura do setor pode trazer. "Se não retomarmos as discussões e fizermos um acordo nos próximos meses, isso pode demorar 4 ou 5 anos e será um prejuízo enorme", avaliou Lula. "Vamos deixar a poeira baixar e vamos entrar em campo outra vez." A retomada das negociações para um acordo global de liberalização comercial foi um dos dois temas que Lula discutiu com Hu Jintao no encontro que tiveram na manhã desta quinta-feira. O outro foi o pedido de apoio à candidatura do Rio de Janeiro à Olimpíada de 2016. Questão pequena Segundo o presidente, o desentendimento entre a China e a Índia com os Estados Unidos sobre as tarifas na salvaguarda para proteger mercados agrícolas em desenvolvimento de importações vindas dos países ricos - que foram a causa do fracasso das negociações em Genebra no mês passado - é um "problema pequeno". "Ou seja, eu acho que isso será resolvido porque a China já tinha feito concessões para entrar na OMC e ela não poderia aumentar as concessões. Eu acho que há um clima para isso (a retomada de Doha)", disse. O presidente também conversou sobre investimentos com o presidente chinês, Hu Jintao. "Nós estamos convidando os chineses e os outros países do mundo a compartilhar dos investimentos que estamos fazendo no Brasil. Não é pouca coisa o que estamos fazendo, seja de investimento no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), seja de investimento da iniciativa privada."   Texto ampliado às 9h10

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