Lula: tese de mudança da geografia comercial deu certo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a tese de que era necessário alterar a geografia comercial mundial e não ficar somente na dependência dos Estados Unidos ou da União Europeia (UE) deu certo. "Porque o Brasil hoje tem uma relação comercial diversificada, muito ampla e a tendência é a gente crescer ainda mais", disse, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, ao fazer um balanço da viagem à Arábia Saudita, China e Turquia.

AE, Agencia Estado

25 de maio de 2009 | 09h39

Lula afirmou que continuará a viajar porque, de acordo com ele, no mundo globalizado, não se pode esperar que "o comprador bata a nossa porta". "Os vendedores, como nós que queremos vender, é que temos de sair, bater à porta dos outros e dizer que nós existimos e que temos produtos sofisticados, além das commodities (matérias-primas)", afirmou. Essa estratégia, declarou, permite que o Brasil ganhe um "espaço extraordinário" no mundo econômico, financeiro e, sobretudo, industrial.

Segundo Lula, o País pode ser um grande parceiro exportador de serviços e de engenharia para a Arábia Saudita. O presidente explicou que essa parceria pode se dar, por exemplo, no projeto da Arábia de construir três novas cidades: uma tecnológica, outra industrial e uma terceira, turística. "Olha, há muito tempo eu vinha defendendo que nós deveríamos fazer uma visita à Arábia Saudita, que é o nosso maior parceiro comercial entre os países árabes", prosseguiu.

Sobre a China, Lula acredita que o Brasil convencerá o país a comprar os aviões da Embraer. O presidente citou que há um contrato para venda de 45 jatos da fabricante brasileira de aeronaves com os chineses, mas que, por causa da crise econômica mundial, não teve sequência. Mas Lula julgou que a visita ao país foi "a melhor de todas". "Nós fechamos acordo na questão do frango. Também temos perspectivas de fechar acordo na questão da carne."

Segundo o presidente, ao negociar com a Turquia, o Brasil faz negócios com dois continentes ao mesmo tempo, pois parte do país está na Ásia e parte na Europa. Mas, sobretudo, acentuou que a possibilidade de crescimento das exportações e importações brasileiras para aquele país é "infinita" porque hoje há apenas US$ 1,5 bilhão da balança comercial com os turcos. "O que é pequeno para dois países que, juntos, somam mais de 260 milhões de habitantes", acrescentou.

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