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Lula vai à China propor fim do uso do dólar no comércio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai propor ao seu colega chinês, Hu Jintao, na próxima terça-feira (dia 19), que o comércio entre Brasil e China seja feito na moeda dos dois países. "Nós não precisamos de dólares. Por que dois países importantes como China e Brasil têm que usar dólares como referência, em vez de suas próprias moedas?", afirmou Lula, em entrevista à revista chinesa Caijing (Finanças).

AE, Agencia Estado

16 de maio de 2009 | 09h16

O presidente brasileiro chegará a Pequim na segunda-feira (dia 18), para uma visita que vai durar pouco mais de 48 horas. A ampliação do peso dos países em desenvolvimento nos organismos multilaterais será outro ponto crucial do encontro de trabalho que ele terá com Hu Jintao às 17 horas de terça-feira (horário local). Antes disso, na segunda-feira, os dois presidentes vão jantar juntos.

Brasil e China possuem uma série de posições comuns nas negociações de liberalização comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC) e respondem por metade da sigla Bric - a outra metade é formada por Rússia e Índia. Os dois países também se alinharam na reunião do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, representadas por 19 países ricos e emergentes e pela União Europeia), realizada em abril, em Londres, para discutir a crise financeira internacional. Ambos defenderam a ampliação da presença das nações emergentes em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e uma reengenharia financeira global.

"Foi a primeira fez que estive em encontros nos quais os países ricos, que no passado sabiam tudo, não sabiam nada. Hoje, nós podemos discutir em condições de igualdade decisões que antes excluíam Brasil e China", destacou o presidente Lula. A proposta de adoção de moedas nacionais no comércio bilateral está em linha com reiteradas manifestações de autoridades chinesas em defesa de uma alternativa ao dólar na economia internacional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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