Lula vai discutir crise dos EUA com equipe econômica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o governo está tranqüilo diante do temor de uma recessão nos EUA, mas informou que acompanha atentamente a situação no mercado internacional. "Estou tranqüilo, obviamente temos de estar com os dois olhos muito abertos para saber o que vai acontecer com a economia americana e, conseqüentemente, na economia mundial." Em rápida entrevista no Palácio do Planalto, Lula, que estava acompanhando do ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que já discutiu hoje com Mantega a questão e, mais tarde, terá um encontro com a equipe econômica, incluindo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para fazer uma nova avaliação. "Nós estamos acompanhando e vamos, se for necessário, tomar as medidas que a situação exigir."O presidente Lula avaliou que as últimos oscilações no mercado podem ter sido reflexo do anúncio na sexta-feira do pacote de medidas de estímulo fiscal, de cerca de US$ 150 bilhões, pelo presidente norte-americano, George W. Bush. "Por enquanto, estamos certos de que essa crise seja (reflexo de) alguma frustração com o anúncio do pacote de Bush, que não contentou nem os americanos." Lula disse que os EUA precisam assumir a responsabilidade de evitar que a crise se alastre e se transforme em uma crise mundial, na medida em que os EUA representam muito do PIB mundial. O presidente observou que os países da América Latina e da África, que sofreram uma estagnação econômica durante 30 anos, agora encontraram o caminho do crescimento. "Não é possível que pessoas que não tenham nenhuma casa nos EUA e não fizeram nenhuma hipoteca paguem pela crise da irresponsabilidade de alguns, que resolveram ganhar dinheiro fácil, como se estivessem apostando em cassino." Lula assegurou que o Brasil tem hoje solidez em sua economia e conta com reservas que dão tranqüilidade a investidores. A uma pergunta se o clima na economia mundial pode afetar o crescimento econômico do País, Lula disse: "Não acredito, primeiro porque os investimentos já foram definidos em 2007 e, segundo, o dinheiro do PAC já foi empenhado, e as grandes obras, contratadas".

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