Lula vai se reunir com centrais sindicais na 2ª feira

O presidente Luis Inácio Lula da Silva disse hoje que reunirá "todas as centrais sindicais do País" na próxima segunda-feira para discutir o que o governo poderá fazer para evitar que ocorram demissões no País. "Já pedi ao Ministério do Trabalho um relatório e vou pedir às centrais que apresentem para mim um relato completo de tudo o que está acontecendo sobre o risco de demissões. Só assim vamos ver o que podemos fazer", afirmou.Ao responder às perguntas sobre a possibilidade de o governo intervir nas negociações do setor metalúrgico, na região do ABC, como quer a Força Sindical, o presidente disse: "Especificamente sobre esse assunto eu vou me inteirar melhor somente na segunda-feira para ver o que podemos fazer", disse. O presidente disse também durante a entrevista coletiva à imprensa que a crise econômica tem afetado mais o crédito do que o emprego. O presidente afirmou que o desemprego de dezembro foi menos pior do que se esperava, pois o ano deve ter fechado com mais 1,5 milhão de empregos novos. "Geralmente no final do ano temos em torno de 300 mil desempregados (número médio de demissões em dezembro). Vamos fechar as contas ainda, mas deve ficar em torno de 600 mil. Vamos esperar o que vai acontecer no primeiro trimestre. Mas acreditamos que já após a posse do presidente Obama a situação vai melhorar". O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, divulgará na segunda-feira o resultado de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra toda a movimentação do mercado de trabalho formal, com carteira assinada. Sobre a dificuldade de crédito, Lula afirmou que o volume necessário para os investimentos programados já está garantido, "inclusive os da Petrobras". "O momento de crise não pode ser de precipitação, nem do governo e nem dos empresários. Estamos confiando no bom senso e na capacidade do governo norte-americano e da União Europeia em tentar acabar com a crise o mais rápido possível para que ela não se espalhe ainda mais para o resto do mundo."

KELLY LIMA, Agencia Estado

15 de janeiro de 2009 | 18h54

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