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Lula: vamos continuar fortalecendo indústria automotiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não ver razão nenhuma para "não sermos otimistas com relação ao Brasil". Em entrevista coletiva à imprensa em Nova York, Lula descreveu o País como tendo "bancos muito sólidos" e garantiu que vai continuar trabalhando para abrandar os efeitos da crise. Neste momento, "é o que eu disse para o Obama (Barack Obama, presidente dos EUA). Vamos trabalhar mais do que vínhamos trabalhando, viajar mais do que estávamos viajando e ser mais criativos do que fomos".

NALU FERNANDES, Agencia Estado

16 de março de 2009 | 19h13

Por isso, continuou Lula, "vou implementar com mais força investimentos da Petrobras e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)". "E por isso tomamos medidas para recuperar o setor automobilístico." "No mercado interno, vamos continuar fortalecendo a indústria automobilística", afirmou.

O presidente Lula reconheceu que o nível da meta de superávit primário "vai depender muito da capacidade de arrecadação que o governo tiver". Ele descreve o último trimestre do ano como o período mais difícil e reconhece que o número de janeiro não atingiu o nível do ano passado.

Mas o presidente reiterou que trabalha com a hipótese de que o segundo trimestre do ano será melhor que o primeiro, e assim sucessivamente. "Vamos chegar ao quarto trimestre com fase de bom crescimento", estimou. No entanto, Lula não arrisca, por exemplo, projetar o Produto Interno Bruto (PIB) para o País no ano. Ele cita que tem "quantidade enorme" de investimentos previstos, seja por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, mais o "lançamento do programa de 1 milhão de casas", que deve ser efetuado na próxima semana.

G-20

Lula afirmou hoje que a reunião do G-20 (Grupo dos 20, que reúne vinte grandes economias industrializadas e emergentes) tem de ser decisiva. "O momento é propício para que sejamos mais ousados" disse, acrescentando que sabe da gravidade da crise. A próxima reunião de cúpula do G-20 acontece em abril, em Londres.

Segundo o presidente brasileiro, um problema crucial para a economia mundial é a falta do crédito. De acordo com ele, a estatização ou nacionalização de bancos seria uma saída também para os EUA. "Mas sei que (essa sugestão) é como se fosse um palavrão", disse. Outra alternativa, segundo Lula, seria "o Estado assumir a responsabilidade de criar bancos públicos, como os que existem no Brasil".

A questão, continuou Lula, é que "o dinheiro que sai (dos Estados indo para os bancos) tem ido para os EUA para a compra de títulos. É dinheiro que tem saído do mercado, tem dificultado o crédito", afirmou. De acordo com o presidente, o que for feito tem de ter foco em fazer o "dinheiro voltar para o mercado em forma de crédito". "Quando digo que rezo mais para o Obama do que para mim é que, na verdade, o problema dele é infinitamente maior que o de outros países".

O presidente afirmou que é necessário estabelecer formas para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ajude a restabelecer o fluxo de capital para os emergentes e, também, para que o Banco Mundial continue ajudando os países mais pobres do mundo, apesar da crise.

Protecionismo

Sobre protecionismo, Lula reconhece que é "correto que cada país esteja preocupado em resolver seu próprio problema", mas disse que tem "visto discursos" protecionistas. "(Protecionismo) é um equívoco", ponderou. "Por isso, continuo defendendo a Rodada de Doha (de negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio), precisamos de mais fluxo de produtos entre os países".

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