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Lula volta a falar de sorte e diz que antecessores foram pé-frio

É a 2ª vez nesta semana que presidente fala em sorte. Contudo, ressaltou importância de ajuste fiscal de 2003

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2008 | 13h00

Pela segunda vez nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar em "sorte" do seu governo. Nesta quarta-feira, 27, ao comentar novamente a mudança de patamar do Brasil de devedor para credor, o presidente disse que os antecessores foram pé-frio e ele tem sorte porque trabalha. Veja também:Mantega critica bancos por aumentos dos juros"Impagável", dívida externa chegou a US$ 230 bi Lula fala em competência e "ajudazinha de Deus" Em discurso durante encontro com empresários no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que os bons números na economia são resultado do ajuste fiscal de 2003 e o aumento do superávit de 3,75% para 4,25% do PIB. "Acho que um pouco de sorte não faz mal a ninguém. Deus me livre ser pé-frio como outros foram neste País", afirmou. "A sorte só ajuda quem trabalha", disse. Na segunda-feira, durante o programa semanal de rádio Café com Presidente, Lula afirmou que "precisou uma ajudazinha de Deus para que as coisas pudessem dar certo". "Eu não conheço quem vença na vida se não tiver sorte; e eu espero que o nosso governo continue com sorte e muita sorte", disse. Desafios Nesta quarta, o presidente observou que muitos creditam o desempenho econômico do Brasil a uma situação internacional favorável. Ele ressaltou, no entanto, que em outros momentos, quando a situação econômica no exterior era boa, o País não conseguia acompanhar os bons índices. Ele lembrou que hoje o País tem um total de US$ 213 bilhões de reservas e uma dívida de US$ 196 bilhões. "Hoje, o Brasil poderia pagar toda sua dívida externa pública e privada e sobraria o mesmo dinheiro que tínhamos quando foi decretada a moratória pelo ministro Funaro (Dílson Funaro, no governo Sarney). É uma coisa que precisamos meditar, porque a mudança de patamar é histórica", afirmou.  "Na semana passada, recebemos uma notícia mais do que ótima. Pela primeira vez, em mais de 500 anos, o nosso País passou da condição de devedor para credor. Isso não é pouca coisa. Muitos desejaram e morreram sem ver este momento", emendou.  Dirigindo-se aos empresários presentes ao encontro, o presidente Lula questionou se haveria algum político com coragem de fazer um ajuste fiscal como o governo fez em 2003 e tomar medidas para aumentar o superávit para que o País pudesse dar a volta por cima. Lula lembrou do milagre brasileiro nos anos 1970 e das missões do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil. "Eu peguei o fim da ingerência do FMI no Brasil. Eu tinha paúra com a chegada das comissões do FMI. Aquilo me deixava meio nervoso", afirmou. Ele contou que numa viagem recente à República Democrática do Congo foi informado que o governo do país não podia constituir uma estrada nem uma universidade porque o país devia ao fundo e precisava poupar para fazer superávit. "O país vive atrofiado", avaliou.

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