Lupi: com Rais, vagas formais chegarão a 3 mi em 2010

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, previu hoje que com o resultado da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) o volume total de novas vagas criadas em 2010 atingirá a marca de 3 milhões. Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje, o ano passado registrou um volume de 2,524 milhões a mais de empregados do que desligados. Ainda faltam nesse total os ajustes de dezembro. Os números da Rais são mais amplos e contabilizam, por exemplo, a criação de empregos no setor público.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

18 de janeiro de 2011 | 15h47

Para 2011, o ministro manteve a previsão de criação de 3 milhões de vagas com carteira assinada.

Lupi afirmou hoje que a mudança da contabilização dos números do Caged, em dezembro, visa a uma melhoria da qualidade das informações. Pela primeira vez, o MTE incorporou dados enviados pelas empresas empregadoras com atraso dentro da divulgação de um ano. "Não há manipulação: o dado é o mesmo, a metodologia é a mesma", disse o ministro.

Geralmente, essa informação extra vem com os dados da Rais, em meados do ano seguinte. Pelos dados apresentados pelo ministro hoje, os números contam com as atualizações atrasadas de janeiro e novembro. Os números de dezembro ainda não foram fornecidos e devem puxar o dado para baixo. A manobra contábil feita até agora possibilitou ao ministro entregar o cumprimento da meta de geração líquida de empregos (já descontadas as demissões) em 2010. Sem a incorporação desses dados, o saldo de emprego em 2010 seria de 2,136 milhões.

"Não antecipei por causa da meta. E nunca disse sobre prazos (de divulgação de dados)", afirmou, durante coletiva de imprensa. Segundo Lupi, se aguardasse para divulgar os números gerais, somados aos da Rais, que incluem também o total de servidores públicos, também chegaria a esses números. A previsão do ministro é a de entregar os números da Rais em 31 de maio. "E eu diria que a meta foi cumprida com os dados todos", afirmou. "Não sou homem dado a maquiagens", ironizou.

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