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Lupi defende juro menor para avanço do emprego no País

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse hoje que a concentração de renda no País pode diminuir ainda mais se a queda dos juros for mantida. Segundo ele, o Brasil ainda tem uma das maiores taxas de juros do mundo e pode sustentar novas reduções sem que haja riscos de aumento da inflação."Temos que investir cada vez mais em um Estado e em uma economia brasileira fortes, investir em crescimento econômico, abaixar os juros para que possamos ter cada vez mais recursos sendo investidos na produção, que gera empregos", afirmou o ministro. "Se em outros países os juros caem e ainda assim permitem o crescimento econômico, inclusive maior que o do Brasil, por que não cair?", questionou.Na avaliação dele, ainda há espaço para uma queda de juros maior sem que haja uma ameaça ao controle da inflação. "É questão de ter bom senso, não vamos exagerar. Vamos ter um controle, como é feito hoje. Diminui um pouquinho, e quando houver alguma ameaça de inflação, reduz a diminuição. Pode até diminuir esse porcentual de queda, mas que ela precisa continuar", opinou o ministro.Lupi destacou que a queda do desemprego, a redução do trabalho infantil e o aumento do rendimento médio dos empregados devem continuar em 2007, conforme apurou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006. "A tendência é que tenhamos também um aumento ainda maior da formalização dos trabalhadores", ressaltou.Folha de pagamentoO ministro garantiu que a proposta de desoneração da folha de pagamento deve ser concluída pelo Ministério da Fazenda ainda em setembro. Segundo ele, setores de mão-de-obra intensiva e ligados à exportação serão os mais beneficiados. Sem dar mais detalhes sobre o programa, Lupi admitiu apenas que a indústria calçadista será uma das atendidas."Alguns países que concorrem com o Brasil possuem uma legislação não tão correta com os trabalhadores. A China praticamente não têm nenhuma, é uma concorrência desigual. Então, alguns produtos que sofrem concorrência desleal na exportação deverão ser priorizados", disse.QualificaçãoLupi afirmou também que o Ministério do Trabalho deve anunciar ainda em setembro um convênio com o Sistema S que deve injetar R$ 1 bilhão na qualificação de trabalhadores que recebem o seguro-desemprego. Segundo ele, de janeiro a julho, mais de 1 milhão de vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) não puderam ser ocupadas por falta de qualificação dos trabalhadores.

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