Lupi diz que não sabia sobre novo campo de petróleo no País

Ministro afirma que declarações que precederam anúncio da Petrobras foram 'uma grande coincidência'

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

17 de junho de 2008 | 18h10

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, classificou como "uma grande coincidência" os fatos que aconteceram na quinta-feira passada e que envolveram o anúncio de um novo campo de petróleo no Brasil e a Petrobras. Lupi disse que foi mal interpretado ao afirmar que o volume de reservas de petróleo do País seria "bem maior" que o já anunciado. Veja também:Petrobras anuncia nova reserva no pré-sal Na quinta-feira, horas após a afirmação de Lupi, feita em Genebra, a Petrobras divulgou, no Brasil, nota que anunciava a descoberta de um novo campo de óleo leve, que tem maior valor comercial que o petróleo normalmente encontrado em águas profundas brasileiras. A área foi batizada de Guará. "Aquilo não foi um anúncio, foi apenas uma afirmação genérica e que tratava das possibilidades do Brasil na produção do petróleo no trecho de 200 quilômetros da costa entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em nenhum momento citei esse ou aquele campo", disse o ministro. O ministro argumenta que não tem acesso às informações do setor de petróleo e que, por isso, não teria como antecipar qualquer novidade sobre o tema. "Só se fosse ministro de Minas e Energia", brincou.  Além disso, o ministro diz que não conversou sobre a nova descoberta "com ninguém" antes do anúncio oficial da Petrobras. "Naquele dia, o presidente da Petrobras (José Sérgio Gabrielli) estava em Nova Iorque, eu estava na Europa e o anúncio foi feito no Brasil", diz. Sobre a possibilidade de o caso gerar a abertura de um processo de investigação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre um suposto vazamento de informação, Lupi disse estar tranqüilo porque a seqüência dos fatos foi "uma grande coincidência". "Se isso acontecer, vou esclarecer que é tudo uma coincidência", repetiu. O ministro disse ainda que após o ocorrido conversou, por telefone, com Gabrielli. A conversa, segundo ele, foi "amena e tranqüila" e serviu para esclarecer o mal entendido. O presidente da Petrobras teria, inclusive, feito piada com a coincidência dos fatos ao pedir que Lupi sugerisse alguns números para que Gabrielli pudesse jogar na loteria.

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