Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Lupi estende seguro-desemprego extra para 216,5 mil

Com a inclusão desses trabalhadores, 320.207 pessoas terão parcela extra do benefício no País

Célia Froufe, da Agência Estado,

21 de maio de 2009 | 12h11

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou nesta quinta-feira, 21, a inclusão de mais 216,5 mil trabalhadores entre os beneficiados pela ampliação das parcelas do seguro-desemprego. Segundo os dados, 73.360 pessoas que ficaram desempregadas em janeiro, sem justa causa, e mais 143.140 trabalhadores demitidos em dezembro passarão a receber o benefício. Assim, o número total de contemplados chega a 320.207.

 

Veja também:

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

O valor previsto para o pagamento de parcelas adicionais sobe para R$ 390 milhões, entre os R$ 126,3 milhões da primeira fase, anunciada em março, e os R$ 263,7 milhões de agora. A medida anunciada nesta manhã pelo ministro será enviada ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

 

O ministro informou que esta será a etapa final do prolongamento do benefício já que, segundo ele, em janeiro foi a última vez em que houve resultado negativo do mercado de trabalho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de empregados e Desempregados (Caged). "Em fevereiro o resultado já foi positivo e continuará positivo até o final do ano".

 

Lupi previu que a taxa de desemprego medida pelo IBGE - que ficou em 8,9% em abril - deverá encerrar o ano entre 8% e 8,5%. "O Brasil gerará 1 milhão de empregos este ano e a economia surpreenderá a todos", afirmou. Segundo ele, a redução da taxa de desemprego de 9% em março para 8,9% em abril está "no caminho natural". "Estou ousando ao afirmar essas teses. Em dezembro, disse que o emprego ia crescer este ano e, agora, está realmente aumentando. Vamos tirar a dúvida no final de 2009".

 

Crédito

 

O ministro informou também que levará à reunião do Codefat, na próxima semana, dois novos "programas fortes de crédito" visando a geração de emprego. O primeiro, segundo ele, preverá uma linha de financiamento no valor de R$ 100 milhões para renovação da frota de motocicletas, especificamente para aquelas que são utilizadas para trabalho. A outra linha terá valor de R$ 200 milhões e deverá ser direcionada para capital de giro e investimentos na área de turismo, como agências, operadoras, hotéis e empresas de transporte, entre outras.

 

O detalhamento desses programas somente será anunciado após a aprovação do Codefat, segundo o ministro. Ele já adiantou, porém, que os empréstimos serão feitos por meio do Banco do Brasil e/ou da Caixa Econômica Federal, e será cobrada a TJLP mais uma taxa de juros a ser definida. "Estamos trabalhando para termos a taxa mais baixa do mercado. Vocês vão ver se eu não vou conseguir", afirmou. Ele disse ainda que outras linhas de crédito para incentivar o emprego estarão a caminho, mas só serão conhecidas nas reuniões seguintes do Codefat.

Tudo o que sabemos sobre:
crise financeiraemprego

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.