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Lupi prevê criação de 100 mil empregos em março

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, prevê para o mês de março a geração de mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada, em todo País. Se essa previsão for comprovada, segundo o ministro, será zerado o saldo negativo de janeiro, quando foram fechadas 101,7 mil vagas. O ministro comemorou o desempenho do mercado de trabalho do mês de fevereiro, que apresentou saldo positivo, entre contratações e demissões, de 9.179 vagas formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

18 de março de 2009 | 13h32

"O Brasil começou a sair da crise no mês de fevereiro. Tivemos recuperação nos principais Estados", disse o ministro, referindo-se ao Rio de Janeiro, que teve crescimento líquido do número de vagas, e São Paulo e Minas Gerais, onde, segundo ele, houve uma estabilização. Em São Paulo, o saldo de fevereiro foi de apenas 95 vagas fechadas. "A partir de março, São Paulo será a alavanca do crescimento do emprego no Brasil", disse o ministro, referindo-se, principalmente, ao setor automotivo e ao aumento do poder de compra com o reajuste do salário mínimo. Desde 1º de fevereiro, o salário mínimo nacional passou de R$ 415,00 para R$ 465,00.

"Em março, começa a grande virada", disse o ministro, prevendo que os setores que mais puxarão esse desempenho positivo serão o de serviços, construção civil e setor agrícola. Lupi previu para 2009 a geração de 1,5 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada no País.

Seguro-desemprego

O ministro do Trabalho e Emprego informou hoje que deverá divulgar na próxima semana os setores que serão beneficiados com o pagamento de parcelas extras do seguro-desemprego. Ele adiantou que entre os segmentos mais atingidos por demissões devem estar o da indústria da transformação e os setores voltados para a exportação, citando o de minério, o automotivo e também a Embraer. A Embraer demitiu, no mês passado, 4.270 funcionários.

Segundo ele, é preciso cruzar os dados dos últimos três meses e compará-los com o desempenho de cada setor nos últimos anos. A ampliação do seguro-desemprego, de cinco para até sete parcelas, aprovada no mês passado, não vai beneficiar todos os setores. Apenas os trabalhadores dos setores mais afetados pela crise e que mais demitiram. Hoje, as parcelas do seguro-desemprego variam de três a cinco meses.

IPI

Lupi disse considerar "pouco provável" que o governo não prorrogue a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos, que vigora até o dia 31 de março. Segundo ele, em alguns segmentos, já há fila de espera de 45 dias para a compra de carros. O problema de baixo número de vendas estaria nos setores de máquinas agrícolas e caminhões.

"Não se deve mexer naquilo que está dando certo", disse Lupi sobre a redução do IPI, anunciada em dezembro passado. Ele ressaltou, no entanto, que é necessário ter das empresas a garantia de emprego. Ao ser questionado se essa prorrogação seria por outros três meses, Lupi respondeu que depende da avaliação do Ministério da Fazenda.

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