Lupi quer atrelar seguro-desemprego a qualificação

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu hoje que a qualificação profissional seja gratuita e obrigatória para os trabalhadores que quiserem receber o seguro-desemprego, benefício concedido atualmente sem a exigência de qualquer contrapartida após as demissões. Segundo ele, essa idéia já vigora na Itália, mas teria que ser aprovada por lei para ser aplicada no Brasil. A sugestão do ministro faria parte de um projeto de lei mais amplo, já proposto pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para privilegiar com mais recursos arrecadados pelo Sistema S (que inclui Senai, Sesi, Senac e Sesc) as entidades que oferecessem um maior porcentual de cursos gratuitos. No ano passado, estima-se que a arrecadação do Sistema S tenha somado R$ 12 bilhões.Porém, o ministro admite que a obrigatoriedade do curso para o recebimento do seguro-desemprego só poderia ser exigida após a comprovação de que a experiência tivesse dado certo. "Defendo que, se der certo esse processo, temos que apresentar um projeto de lei para tornar obrigatória a capacitação profissional para quem receber o seguro-desemprego" afirmou, após participar de reunião com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) em que foram discutidas propostas para uma reforma trabalhista."Com isso, ajudaríamos o trabalhador a se preparar, diminuiríamos as fraudes e os gastos com o seguro-desemprego", acrescentou. Segundo ele, cerca de 7 milhões de pessoas receberam o benefício no ano passado, que é pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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