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Lupo entra no segmento de máscaras com tecido antiviral

Líder do mercado de meias e moda íntima, empresa começou a produção em maio

Entrevista com

Carolina Pires, diretora de Marketing da Lupo

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 05h00

Líder no mercado de meias e moda íntima, a centenária Lupo entrou no segmento de máscaras em maio, inicialmente para doá-las a hospitais. Com o aumento da procura, passou a fazer máscaras sociais (para uso em geral). Por usar tecido antibacteriano e antiviral, o item se esgota rapidamente. A marca tem 386 lojas próprias e 76 da Scala – que, com a Trifil, compõem o grupo –, além dos 30 mil pontos de venda independentes. O tecido é feito com o recém-lançado fio de poliamida criado pela Rhodia, que oferece proteção contra bactérias e vírus, entre os quais o novo coronavírus, e tem efeito permanente. O grupo tem fábricas em Araraquara (SP) e Itabuna (BA) com 7 mil funcionários.

Quando a Lupo entrou no segmento de máscaras?

Em maio, inicialmente por questões filantrópicas. Quando começou o uso social percebemos que as máscaras eram vendidas por altos preços e decidimos fazer um produto mais acessível. Como operamos com tecnologia sem costura, desenvolvemos uma máscara com modelagem que se adapta melhor ao rosto, sem deixar espaços. Em junho, passamos a produzir com o fio antibacteriano e antiviral lançado pela Rhodia.

Quantas unidades foram vendidas?

Vendemos até agora 2,26 milhões de máscaras nas lojas físicas e pela internet da marca. Um kit com duas máscaras custa de R$ 16,90 a R$ 19,90.

Qual a produção prevista?

A previsão são de 12 milhões de unidades neste ano.

A Lupo vai ter outros produtos com a tecnologia antiviral?

Já desenvolvemos meias, camisetas e calças, mas, no momento, vamos focar a produção nas máscaras porque há uma alta demanda, principalmente porque muitas cidades estão retomando atividades. Nossa intenção é lançar as demais peças em outubro.

Como estão as atividades do grupo?

Voltamos a operar em junho após quase três meses de paralisação por causa da pandemia. Cerca de 90% dos funcionários retornaram. Na fábrica de Araraquara, onde as máscaras são feitas, temos 5 mil pessoas, mas o pessoal do grupo de risco ainda está em casa.

Que resultados a empresa espera para o ano?

No início do ano prevíamos crescimento de 10% no faturamento, que foi de R$ 832 milhões em 2019. Mas no primeiro semestre registramos queda de 37%. Como já está ocorrendo uma recuperação, nossa previsão agora é de encerrar o ano com uma queda de 21%. 

 

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