M. Jorge: nova política industrial amplia a de 2004

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que a Política de Desenvolvimento Produtivo, nome dado à nova política industrial, aprofunda as medidas que foram lançadas em 2004. De acordo com ele, entre 2004 e 2007, o Brasil teve crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% ao ano, o maior dos últimos 20 anos. "Precisamos investir mais e melhor", disse o ministro, no Rio, no anúncio oficial da nova política.De acordo com ele, o Brasil quer manter taxa de crescimento do investimento próxima a 20% do PIB. Ele também disse que "investir melhor" significa "dar um salto tecnológico de qualidade em nossa matriz produtiva". Miguel Jorge destacou a participação coordenada de 35 órgãos de governo, com destaque para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).O ministro afirmou que a política industrial está dividida em diversos programas, em três níveis: um sistêmico, que atinge toda a economia, um nível para 25 setores estruturantes e um terceiro destinado a temas de políticas públicas estratégicas, como exportação.Conselho gestorMiguel Jorge explicou que haverá uma gestão organizada por programas, com metas e objetivos muito claros e responsáveis por cada programa. Ele citou que um conselho gestor acompanhará a nova política e que haverá papel importante também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). Participam do conselho gestor a Casa Civil e os ministérios do Desenvolvimento, Fazenda, Planejamento e Ciência e Tecnologia.Miguel Jorge disse ainda que quer a participação do setor privado na implementação da nova política. "Aos 25 setores anunciados, podem se juntar outros", afirmou. "Estamos em um caminho muito claro para pavimentar o crescimento nos próximos anos."Os 25 setores escolhidos para fazer parte são: complexo industrial da saúde; tecnologias de informação e comunicação; energia nuclear; complexo industrial da defesa; nanotecnologia; biotecnologia; complexo automotivo; bens de capital; têxtil e confecções; madeira e móveis; higiene, perfumaria e cosméticos; construção civil; complexo de serviços; indústria naval e de cabotagem; couro, calçados e artefatos; agroindústrias; biodiesel; plásticos; complexo aeronáutico; petróleo, gás natural e petroquímica; bioetanol; mineração; siderurgia; celulose; e carnes. O governo deixou em aberto a possibilidade de incluir outros setores.

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