M. Safra vê superávit primário abaixo da meta este ano

O economista-chefe do banco M. Safra, Marcelo Fonseca, declarou à Agência Estado nesta sexta-feira que dificilmente o governo conseguirá alcançar este ano um superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta fiscal do setor público consolidado é de R$ 139,8 bilhões em 2012. O Banco Central vinha tratando esse montante como uma parcela de 3,1% do PIB, mas já reduziu a taxa em alguns documentos devido a oscilações no crescimento da atividade.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

28 de setembro de 2012 | 17h29

"Não tem muito segredo, o governo não vai cumprir a meta. Dificilmente o primário passará de 2,6%", estimou Fonseca. Segundo o economista, a arrecadação do País continua fraca no ano até agosto, e o primário vem crescendo porque as despesas estão diminuindo.

Fonseca disse ainda que é um dos economistas mais otimistas em relação à retomada da atividade neste segundo semestre. Mesmo assim, na visão dele, os efeitos sobre a política fiscal vão ficar mais evidentes apenas no ano que vem.

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