Maccarone continua na presidência do BC argentino

Roque Maccarone continuará na presidência do Banco Central, pelo menos por enquanto, conforme o desejo do ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, que ontem aceitou as condições de Maccarone e seus critérios para conduzir a flexibilização do "corralito" bancário e a assistência ao sistema financeiro para que nenhuma entidade quebre. Roque Maccarone já estava preparado para deixar o cargo em virtude da chuva de boatos sobre sua renúncia. Porém, o ministro o chamou para uma conversa, para aparar as arestas com o secretário de Finanças, Lisandro Barry, e para dizer que, neste momento de crise, não seria bom abrir uma corrida pelo cargo de Maccarone.Remes Lenicov respaldou o presidente do BC porque considera seu trabalho de negociação com os bancos "muito eficiente" e que ele tem muita "habilidade frente à crise". As diferenças de Roque Maccarone e alguns integrantes da equipe econômica, um par de governadores e uns poucos representantes de bancos, foram marcadas pela postura conservadora do BC de salvar alguns bancos de uma quebra. O BC considerava que o fechamento de um banco geraria uma desconfiança ainda maior, com conseqüências dramáticas para todo o sistema bancário e a estabilidade do governo.Já no Palácio de Fazenda, a visão é de "deixar cair quem tem problemas". Porém, Lenicov é um aliado de Maccarone na política do "vamos defender os bancos porque, sem sistema financeiro não podemos reativar a economia". Por enquanto, nesta queda de braço entre os políticos que querem liberar os depósitos, temendo os panelaços, e os técnicos, que querem evitar um efeito dominó que queda do sistema, estão vencendo os últimos.Leia o especial

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