Machado quer maior transparência das contas da Previdência

O ministro da Previdência Social, Nelson Machado, defendeu nesta quarta-feira, 25, uma nova apresentação à sociedade das contas do regime geral da Previdência Social, administrado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Para ele, é preciso "dar mais clareza e transparência" aos números de forma a evitar as visões "catastróficas" de que o déficit da Previdência é incontrolável e explosivo. Machado reconheceu que essa "cara nova da contabilidade" não muda o efeito caixa."Há um déficit e ele tem que ser coberto e quem fez, faz e continuará fazendo isso é o Tesouro Nacional, mas é importante que a sociedade conheça a formação dos números", afirmou Machado. Ele começou nesta quarta a apresentação mais detalhada do resultado previdenciário ao falar sobre 2006.O ministro chamou de "déficit seco" o saldo negativo de R$ 42,065 bilhões nas contas do INSS no ano passado. Ao qualificar o número, destacou que nele não entram as despesas anuais de R$ 12,332 bilhões com benefícios assistenciais (pagos a idosos e portadores de necessidades especiais sem renda) cujos recursos saíram do orçamento do Tesouro Nacional.Machado ressaltou ainda que na composição do "déficit seco" estão R$ 8,444 bilhões em CPMF, pagos pelo INSS por causa do depósito em contas bancárias dos pagamentos aos segurados, e ainda R$ 11,498 bilhões referentes às renúncias previdenciárias relativos ao Simples, entidades filantrópicas e desoneração de exportações rurais."Ninguém aqui está se opondo ao Simples ou ao trabalho relevante de filantropia porque tratam-se de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento do País", afirmou Machado. "Mas não deixam de ser renúncias e não podem pesar na conta da Previdência. É preciso que fique claro que elas são obrigações do Tesouro", completou.

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