Maciel sinaliza que BC pode estender prazo de intervenção no câmbio

Técnico salientou que a autoridade monetária pode elevar o montante e o prazo de seu programa cambial

Célia Froufe e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

24 de setembro de 2013 | 17h56

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, enfatizou esta tarde que a instituição determinou, durante o anúncio do pacote de intervenção diária no mercado cambial, o montante e o prazo em que ele se dará. O técnico salientou, porém, que o anúncio também deixou claro que o BC poderia atuar fora desses parâmetros sempre que achasse conveniente e que as operações durariam "pelo menos" até o final do ano. Na prática, isso significa que a autoridade poderá estender o prazo por mais tempo se considerar conveniente.

"Na época do anuncio, não havia limites fixos para quantidade semanal e nem prazo final de leilões", considerou Maciel, referindo-se à divulgação feita pelo BC no dia 22 de agosto. "É uma situação que dependerá das avaliações contínuas que o BC faz", acrescentou.

Em discurso publicado no site do BC, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, disse que a oferta de leilões de swap cambial pode ir além dos US$ 2 bilhões já previstos até o final do ano. "Se necessário, realizaremos operações adicionais", afirma no texto. A frase, no entanto, não foi dita pelo presidente ao ler o discurso na audiência que participou pela manhã na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Semanalmente, até o final deste ano, realizaremos leilões de swap cambial, no montante de US$ 2 bilhões (equivalentes), e de venda de divisas com compromisso de recompra, no total de US$1,0 bilhão", limitou-se a dizer durante a audiência.

Tombini avaliou que o programa tem mostrado resultado positivo e trouxe tranquilidade aos agentes econômicos, que, segundo ele, sabem que terão acesso à proteção cambial caso necessitem.

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