Macroeconomia é o alicerce de qualquer carteira
Conteúdo Patrocinado

Macroeconomia é o alicerce de qualquer carteira

No Brasil, perspectivas de curto e médio prazos tornam indicadores ainda mais vitais

Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

14 de março de 2021 | 06h00

Não tem muita escapatória, mesmo para as pessoas que preferem delegar aos gerentes ou assessores profissionais os seus investimentos. Acompanhar uma cesta básica de indicadores econômicos é essencial. Não que seja fácil, ainda mais no cenário atual de crise sanitária e turbulência política, mas é algo imprescindível. Saber se a economia está crescendo, se os preços estão sob controle, como andam os gastos públicos, o nível de emprego, a taxa de câmbio vai ajudar muito na hora de decidir qual estratégia seguir para proteger e fazer render o dinheiro investido. 

“Quem olha para esses indicadores está olhando para o passado, avaliando o presente e tentando fazer previsões a respeito do futuro”, afirma Marcelo Billi, gerente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Neste contexto, o momento atual é especialmente desafiador, segundo Michel Viriato, professor do Insper. Para ele, o fato de a pandemia ter gerado o fechamento de empresas, por exemplo, causa muitas incertezas. “Mas é importante olhar para frente e entender as perspectivas da economia para os próximos anos, porque oportunidades também surgem com a volatilidade”, diz o professor.

O quadro desenhado pelo economista Roberto Dumas, consultor independente da Ohmresearch e professor de economia do Insper, dá ainda contornos mais nítidos à complexidade econômica que o País deve enfrentar nos próximos meses, o que vai afetar diretamente a vida do investidor. “A perspectiva do cenário econômico tem piorado consideravelmente com as intervenções do chefe do Executivo”, afirma Dumas.

Segundo o analista, ninguém esperava crescimento no primeiro trimestre de 2021, mas a situação pode ficar ainda pior. “O risco fiscal aumentando, via mais intervenções tempestivas, possível aprovação da PEC emergencial fatiada, aprovando apenas a extensão do auxílio emergencial, sem as contrapartidas de ajustes fiscais, tem assustado os agentes econômicos, jogando o câmbio para mais de R$ 5,70, e inclinado mais ainda a nossa curva de juros.” 

Além disso, explica Dumas, uma maior inclinação da curva de juros dos Estados Unidos, fruto de um receio de maior aquecimento econômico durante o segundo semestre, graças à aceleração da vacinação, e do pacote fiscal expansionista de Biden de US$ 1,9 trilhão, tem feito com que recursos alocados no Brasil migrem em busca de novos ganhos, que têm aparecido nas operações de renda fixa nos EUA. “Visto que o mercado começou a apostar em um segundo trimestre de crescimento negativo para o PIB brasileiro, expectativa de antecipação do fim do afrouxamento monetário nos EUA e maior risco fiscal doméstico, começamos o ano pior do que imaginávamos”, afirma Dumas.

Mesmo com a nova onda da covid-19, a renda variável continua sendo um bom ativo para investir, segundo Claudio Sanches, diretor de  Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco. “Tem também uma visão positiva para bolsas internacionais, como do Japão, países emergentes, a própria China e os Estados Unidos, porque a vacinação está andando bem nesses lugares e o pacote fiscal nos EUA está muito alto, o que deve acelerar a retomada da economia por lá”, destaca o executivo.

Mais risco: Opções sofisticadas crescem na pandemia

O cenário difícil enfrentado pela economia brasileira no ano passado não se traduziu em uma retração dos investimentos. Além disso, com a Selic, a taxa básica de juros da economia, no menor patamar histórico, os investidores tiveram de buscar novas alternativas para garantir um melhor retorno nas suas aplicações.

Os números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) de 2020 mostram um crescimento dos investimentos em produtos de varejo, oferecidos pelas instituições financeiras. Nesse segmento, os aportes cresceram 20,3% nos 12 meses, somando R$ 1,2 trilhão. Os investimentos também cresceram nos outros dois segmentos de investidores mapeados pela associação: 6,7% no varejo de alta renda, um total de R$ 1,1 trilhão, e 13,5% no private, ou R$ 1,5 trilhão de patrimônio investido.

Segundo análise da Anbima, a migração para alternativas mais sofisticadas de investimento não ocorre apenas pelas baixas taxas de juros que prevalecem na economia no atual momento. O crescimento das carteiras, segundo a associação, é também explicado pelas reações das pessoas ao cenário incerto da pandemia, no qual quem pode resolveu investir e correr mais riscos. O início de 2021, ainda segundo os números do mercado, mostra tendências semelhantes às registradas no ano passado.

O investimento em fundos multimercados e fundo de ações também cresceu na comparação entre 2020 e 2019. Respectivamente, o patrimônio líquido total dos dois tipos de investimento subiu 19,5% e 23,1%, mostram os indicadores da Anbima. (GS)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.