Madeira: deságio de 35% é a surpresa

A exemplo do que ocorreu na concessão das rodovias federais, em outubro, o deságio de 35% conseguido ontem pelo governo no leilão da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, deixou o mercado boquiaberto. Nem a mais otimista das previsões poderia calcular que o preço do megawatt/hora da usina para o mercado cativo (atendido pelas distribuidoras) ficasse em R$ 78,87, ante o preço teto de R$ 122. Tirando o custo da transmissão, de R$ 22, a energia da usina ficou no mesmo nível do preço da energia velha, de usinas antigas já amortizadas, comercializada há cerca de dois anos no mercado. A expectativa é de que o custo da hidrelétrica passe a balizar os próximos aproveitamentos hidrelétricos, especialmente os que serão construídos no Norte do País.Na avaliação de especialistas, o diferencial que permitiu a redução do preço para um patamar tão baixo pode ser a parcela de 30% destinada ao mercado livre, onde a energia é comprada diretamente na usina por grandes empresas. Esses consumidores pagariam bem mais pela energia produzida na Usina de Santo Antônio e compensaria os R$ 78,87 ofertado no mercado cativo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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