Maersk adota C2C em seu maior navio

Donos de empresas são dissuadidos pelos altos custos iniciais da proposta Cradle-to-Cradle (C2C), ou do berço-ao-berço. Outros gostam do princípio, mas fazem objeção à obstinação do químico e idealizador do C2C, Michael Braungart. Por que ele é tão rigidamente contrário a economizar recursos adicionais? Outros suspeitam de que ele meramente quer forrar os próprios bolsos com seu monopólio de certificação.

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2014 | 02h04

Respondendo a essas especulações, Braungart e seu sócio William McDonough estabeleceram rapidamente um escritório de certificação sem fins lucrativos. Uma acusação já parece ter sido refutada: que o C2C só é factível em produtos com designs simples.

A Maersk, multinacional dinamarquesa de petróleo, gás natural e navegação, construiu o maior navio de contêineres do mundo com base nos princípios de Braungart. O navio tem 400 metros de comprimento, 59 de largura e 73 de altura - 98% dele é constituído de aço.

Quando estava construindo o novo navio, a Maersk instalou as partes de tal modo que elas pudessem ser precisamente catalogadas e facilmente separadas. "Os sucateiros nos pagam 10% mais se soubermos a qualidade dos materiais", diz Jacob Sterling, diretor da Maersk.

Em um momento em que o aço se torna escasso, o navio é um valioso estoque de matéria-prima.

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