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Magazine Luiza faz pedido de abertura de capital

Em prospecto enviado à CVM, rede varejista informa ter fechado 2010 com receita líquida de R$ 4,8 bilhões e lucro líquido de R$ 68,8 milhões

Rodrigo Petry e Vinicius Pinheiro, de O Estado de S. Paulo,

28 de fevereiro de 2011 | 23h00

A rede varejista Magazine Luiza ingressou nesta segunda-feira, 28, com pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A abertura de capital da rede é uma das mais aguardadas pelo mercado e havia sido adiada pela empresa por conta do agravamento da crise financeira, em 2008.

A companhia pretende usar os recursos captados na oferta, ainda sem data definida, para investir em abertura e reforma de lojas e aquisições de empresas do setor de varejo e de comércio eletrônico, além de reforçar o capital de giro. A operação inclui a venda de parte das ações que pertencem aos atuais sócios, entre eles o fundo Capital International, a fundadora da companhia, Luiza Trajano, e a atual presidente, Luiza Helena Trajano.

A empresa listou como fatores de risco da operação para os investidores a competitividade do setor no Brasil, a sensibilidade das operações à redução do poder de compra por ciclos econômicos adversos e a exposição à inadimplência de clientes nos financiamentos e empréstimos.

Segundo o prospecto enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia sofre a concorrência dos pequenos varejistas, que frequentemente podem se beneficiar de ineficiências do sistema de arrecadação de tributos, além das redes multinacionais de alimentos e mercadorias em geral, como hipermercados, que têm acesso a fontes de financiamento a custos menores. A rede destaca também que alguns concorrentes podem realizar investimentos em marketing substancialmente maiores.

Lucro. No ano passado, o Magazine Luiza lucrou R$ 68,8 milhões, revertendo prejuízo de R$ 92,7 milhões registrado em 2009. Na mesma comparação, a receita líquida subiu 43,5%, para R$ 4,808 bilhões; e a receita bruta avançou 37,8%, para R$ 5,692 bilhões. A empresa encerrou 2010 com 604 unidades, ante 455 de 2009 e 444 de 2008. Ao fim de 2010, o endividamento líquido era de R$ 446 milhões, menor que os R$ 503,4 milhões de 2009.

A empresa afirmou que ainda há muito espaço para consolidação no varejo. "Nosso mercado ainda é altamente fragmentado, com várias redes de pequeno e médio porte, o que abre espaço para consolidação futura", informou. Em relação à abertura de novas lojas, disse que pretende aumentar a presença onde já atua, especialmente no Nordeste, "buscando oportunidades em cidades e bairros de alto potencial de consumo".

De acordo com a empresa, atualmente, há cerca de 240 cidades potenciais para a abertura de pelo menos uma loja nos 16 Estados em que já atua. Em 2010, a maior base de pontos de venda estava localizada na região Sudeste, com 300 lojas, seguido pelo Sul (153), Nordeste (136) e Centro-Oeste (15). A rede ingressou no Nordeste no ano passado, ao adquirir a rede Lojas Maia. A Magazine Luiza tem centros de distribuição no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Paraíba.

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