Magazine Luiza vê demanda aquecida mas sofre com infraestrutura

A presidente da empresa, Luiza Helena Trajano, disse que logística chega a ser um entrave para o crescimento das companhias

Natalia Gómez, da Agência Estado,

31 de maio de 2010 | 14h32

Beneficiada pela inclusão social e pelo aumento da renda, a varejista Magazine Luiza vê boas perspectivas para o aumento das vendas, especialmente de aparelhos de televisão LCD devido à Copa do Mundo. "A classe D e C deixou o sofá rasgado para ter um LCD. Eles veem na novela das oito e querem o que é bom", disse a presidente da Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, durante o Forum Exame.

No entanto, ela destacou que a sustentabilidade da situação atual depende de investimentos em infraestrutura tanto no curto quanto no longo prazo porque a logística chega a ser um entrave para o crescimento das companhias. "Recentemente tivemos dificuldade para receber televisões de Manaus por problema nos voos", afirmou.

Durante painel realizado no evento, a executiva afirmou que um dos desafios da rede é tratar o consumidor como uma pessoa única porque isso traz um bom retorno. "O consumidor ainda tem um complexo de inferioridade muito grande porque antes não participava do mundo do consumo. Tratá-lo como único traz um retorno maior do que se imagina", disse.

Outro ponto determinante para o sucesso é fazer frente à concorrência crescente no mercado. "As companhias estão se mexendo e fazendo fusões", afirmou, referindo-se à fusão entre Casas Bahia e Ponto Frio e entre Ricardo Eletro e Insinuante. Em sua opinião, a competição no setor ficará ainda mais acirrada quando o comércio eletrônico ganhar espaço entre os consumidores.

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